Como todo mundo da cena heavy metal sabe, a formação original do Black Sabbath – Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) – irá se reunir para um último ato no dia 05 de julho no Villa Park em Birmingham, Inglaterra.
O evento tem o objetivo de celebrar a carreira e o legado dos verdadeiros criadores do heavy metal. Além disso, a festa tem o intuito de Ozzy, que está lutando contra a doença de Parkinson, tocar seu próprio set antes de se juntar ao Black Sabbath para um show final.
É óbvio que o arrasta-pé contará com as performances de pérolas do metal como Iron Man, Black Sabbath, Paranoid, War Pigs, Crazy Train, Mr. Crowley, No More Tears, Bark At The Moon e Mama, I’m Coming Home.
No entanto, como estamos falando de duas bandas com discografias recheadas de grandes sons, muitas joias musicais ficarão de fora da folia. Pensando nisso, vamos recordar 5 porradas na orelha que o Black Sabbath e Ozzy poderiam desenterrar para o show final.
Symptom Of The Universe
Uma pegada meio jazz e prog se fundem ao riff magistral de Tony Iommi, que leva a fama de ser o melhor para muitos fãs. A energia visceral da canção iria amplificar a grandeza do festival e colocar o sorriso no rosto de muita gente.
Hole In The Sky
Uma dobradinha do álbum Sabotage, de 1975, seria como um alinhamento de todos astros e planetas. Se Symptom Of The Universe tem uma energia visceral, Hole In The Sky vem embebida em um hard rock de alta octanagem. HITS é o Sabbath em um de seus muitos momentos memoráveis.
A National Acrobat
O andamento da canção segue o escopo mais cadenciado, enquanto o riff e a voz de Osbourne se unem em uma alquimia musical rara. Infelizmente, A National Acrobat é uma pérola pouco reverenciada na discografia do grupo.
Sabbath Bloody Sabbath
Quer deixar muita gente sem o rumo de casa? Pois bem, basta colocar em alto e bom som a arrasa-quarteirão Sabbath Bloody Sabbath. O riff é assustador, estremece o chão e pode causar danos irreversíveis no trato auditivo, mas isso pouco importa. SBS é o mais puro malte do heavy metal.
Supernaut
Outro som que colocaria o público para bater cabeça e agitar como se não houvesse amanhã é Supernaut. É uma pena que ao longo dos anos, Ozzy e o Sabbath não deram o devido valor à canção, visto que pouco a executaram ao vivo. Bem, são quase cinco minutos da mais alta elegância em forma de heavy metal.
Over The Mountain
Diary Of A Madman foi um álbum feito às pressas, porém, não tem nenhuma nota, arranjo ou melodia fora de esquadro. O disco é fundamentalmente bem composto, e um de seus destaques é a faixa de abertura, com direito a momento de brilho para todos os músicos.
Diary Of A Madman
Outra dobradinha perfeita seria colocar para jogo a faixa-título do segundo full length do comedor de morcego e pombo. A letra de Bob Daisley é poesia em profundo diálogo com a personalidade do Madman; além disso, o solo e os arranjos orquestrais só complementam o poder da canção.
Killer Of Giants
Aproveitar a presença do genial Jake E. Lee seria uma obrigação da empresária e dona da festa, Sharon Osbourne. O virtuoso guitarrista deu um ar erudito a um hard rock curtido na purpurina e laquê dos anos 80. É uma peça que faria o estádio Villa Park se regozijar em júbilo.
Miracle Man
Zakk Wylde é outro braço direito de Ozzy que estará marcando presença no evento. Então, bora colocar o viking das seis cordas para trabalhar. O solo frenético em pentatônica, com direito arpejos e um pequeno molho de wah viria a calhar para levantar a galera.
Perry Mason
O canção vislumbrou o luz do Sol poucas vezes ao longo dos anos, o que é uma pena. Se trata de um som que contém todos os requisitos para um grande hino da música pesada. Ela transpira peso, possui refrão pegajoso, riff impecável e solo virtuoso. Tirar este super trunfo do bolso seria uma tacada de mestre.
Via: RockBizz
