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Assessor de imprensa do Black Sabbath pediu para jornalista não dizer que Ozzy era louco

7 meses ago


Em meados dos anos 1970, o jornalista Geoff Barton fez um artigo para a revista Sound, cujo o foco era o Black Sabbath. Para compor a matéria, o comunicador pôde passar um tempo com os músicos da banda e detalhar sua experiência nas páginas do editorial.

O artigo saiu sob o nome de If The Damned Were Screaming, It Was Impossible To Hear –  algo como “se os condenados estivessem gritando, era impossível ouvir”, em uma tradução livre. Anos depois, o material foi pano de fundo para Into The Void: An Ozzy Osbourne Reader.

Em matéria para a revista Metal Hammer, Geoff lembrou como foi a convivência com os caras do Sabbath e a repercussão da matéria.

“A primeira vez que entrevistei Ozzy, ele confessou que estava ‘três quartos louco’. Ele estava brincando, presumi. Mas agora não tenho tanta certeza. De certa forma, ele é surpreendentemente pé no chão, genuinamente interessado no bem-estar dos fãs do Sabbath.

Ozzy pula de um assunto para outro, como um pombo frenético bicando uma migalha e depois outra. Ele é tão propenso a longos momentos de silêncio quanto a longos parágrafos de conversa. Há uma linha tênue entre a normalidade e a insanidade, e Ozzy quer nos fazer acreditar que ele está nessa linha”.

Barton continuou: “Apesar disso, no dia seguinte à publicação da matéria, o assessor de imprensa do Sabbath, Richard Ogden, ligou e disse: ‘Obrigado pelo artigo, mas, por favor, não continue dizendo que o Ozzy é louco. Ele não é! Ele sinceramente não é’”.

“Continuei com minhas dúvidas, principalmente quando o entrevistei em outra ocasião, na época que me pediram para escrever para um programa da turnê do Sabbath. E sentado com o baterista Bill Ward, em um pub sombrio de Birmingham, Ozzy ficou entediado e, de repente, se recusou a responder às minhas perguntas.

Ele se levantou, tirou um isqueiro do bolso de trás e ateou fogo na barba de Ward. Bill respondeu mergulhando um lenço na cerveja e passando o pano úmido no queixo, apagando assim as chamas. Ele nem ligou e agiu como se fosse algo do cotidiano”, completou.



Via: Rockbizz

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