Physical Graffiti, cujo lançamento original foi em fevereiro de 1975, se revelou como o auge criativo do Led Zeppelin. Ao hard rock picante, o quarteto – Robert Plant (vocal) Jimmy Page (guitarra), John Bonham (bateria) e John Paul Jones (baixo, teclado) – misturou sons do oriente médio, folk, blues, funk e contornos eruditos.
A miscelânea musical, que ficou muito bem amarrada, caiu no gosto popular e bateu a marca de dez milhões de cópias vendidas em todo mundo.
Com sons como Houses of the Holy, In My Time of Dying e Kashmir, a obra entrou para história como um dos discos mais influentes do rock n’ roll. Além disso, ele alcançou as primeiras posições nas paradas de sucesso dos Estados Unidos e Inglaterra.
Mas, quais foram os equipamentos que Jimmy Page usou para dar vida a Physical Graffiti? Bem, o pessoal da Guitar.com fez um belíssimo trabalho de destrinchamento do disco para descobrir as “armas secretas” do guitar hero.
Guitarras
Na época de Physical Graffiti, Jimmy Page usava duas Les Paul Bursts 1959 (Number One e Number Two). Em 1998, em entrevista à revista Guitar World, Page, disse: “Na época de Physical Graffiti, a Les Paul era minha guitarra principal para quase tudo”.
Uma Gibson EDS-1275 Double-Neck 1971 foi usada em canções como Ten Years Gone, que demandavam o uso de um instrumento de seis e doze cordas. Uma Danelectro 3021 1961 chegou com missão de prestar serviços nas afinações alternativas e slides. In My Time of Dying e Kashmir receberam o carinho deste instrumento.
Violões
As nuances acústicas sempre foram um dos diferenciais do Led, portanto, obviamente deram o ar da graça em Physical Graffiti. Um Martin D-28 e um Harmony Sovereign H-1260 serviram muito bem a Jimmy para criação e gravação do disco.
Em 2010, durante conversa com a Acoustic Guitar, o artista comentou: “O Martin e o Harmony eram os meus violões favoritos naquela época”. O Martin contava com um captador Barcus-Berry Modelo 1355 Transducer e um pré-amplificador Barcus-Berry Modelo 1330S.
Amplificadores
Segundo Page, o som do Physical Graffiti era o resultado de três amplificadores diferentes. O amplificador principal para guitarra e timbres pesados era uma mistura de Marshall Heads, que consistia em dois Super Leads 1959 e um Super Bass modificado. Além do mais, a presença de um Fender Super Reverb 1968 para tons limpos era uma constante.
Vale mencionar que o músico sempre mexia em seus amplificadores, trocando as suas válvulas e instalando recursos que os faziam gritar mais alto e com mais definição. Dessa forma, é difícil precisar os pormenores dos amps usados em cada faixa.
Efeitos
Jimmy nunca curtiu colocar penduricalhos em seu som, portanto, não lançou mão de muitos efeitos para dar vida ao álbum. Um Maestro Echoplex EP-3 para eco de fita e um Vox V846 Wah estava no menu do guitarrista inglês. Ele também usou um Sola Sound Tone Bender Mk II para um quê fuzz e timbres mais saturados. Um MXR Phase 90 também fez parte da festa.
Veredito
Para um álbum da grandeza criativa e musical de Physical Graffiti, Jimmy Page foi relativamente econômico em seu arsenal musical. Além do mais, fica claro que o músico sempre priorizou a definição as camadas de distorção e modulação.
Via: Rockbizz
