Após a década de 1980, o hard rock pomposo cheio de laquê, brilho labial, roupas espalhafatosas e solos de guitarra encontrou muitos desafios para ter aderência nos anos 90. O público se cansou desse formato musical e começou a curtir o grunge, estilo que era o oposto do hard rock, pois tudo, visual e música, era mais simples.
Mesmo assim, alguns nomes do hard rock conseguiram se manter no mercado fonográfico nessa época de entressafra. O Mr. Big, com ajuda de sons como To Be With You, Just Take My Heart e Green Tinted Sixties Mind, foi um desses poucos felizardos.
Batendo um longo papo com o pessoal da rádio Nashville On The Rocks, o baixista Billy Sheehan contou como o Mr. Big prosperou na cena musical na época do grunge.
“Com a ascensão do grunge, as coisas ficaram difíceis logo de cara. Nós não tínhamos mais turnês e nada do tipo. Mas uma coisa sobre todo o movimento grunge que as pessoas não entendiam é que era uma coisa americana. Então, no Japão, eles perguntavam: ‘Por que todo mundo está se vestindo com roupas velhas e parecendo triste? Queremos o Mr. Big.
Vendemos mais que o Pearl Jam! E não digo isso como um desrespeito a eles. Eles são uma ótima banda. É que não entenderam toda essa coisa do grunge no Japão e sudeste asiático. Nesses lugares nós ainda éramos um grande sucesso”.
Billy acrescentou: “Lá, nós tínhamos muitos fãs no saguão do hotel enlouquecendo. Na Europa também acontecia isso, mas não na mesma intensidade. Portanto, de certa forma, foi uma época muito boa para a gente. Mas, nos Estados Unidos, as bandas como a nossa desaparecerem da MTV e rádios.
Mas nos saímos muito, muito bem durante tudo isso. Tivemos uma ótima gestão para desenvolver mercados estrangeiros para nós.
Assim, nós pudemos ir para a Indonésia e simplesmente ter uma temporada incrível. Tocamos em algumas cidades da Indonésia onde nenhuma banda ocidental jamais tocou. E foi assim que a gente se manteve no mercado na época do grunge”.
Eis a longa entrevista na íntegra no tocador a seguir:
Via: Rockbizz
