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Sepultura: “Arise é o Beneath the Remains parte dois; Chaos A.D. é pesado e energético”, analisa Max Cavalera

5 meses ago


Chaos A.D. é o quinto trabalho de estúdio do Sepultura, o qual saiu em setembro de 1993. O disco foi a consagração do quarteto brasileiro no mercado internacional e estabeleceu a banda como uma força da cena heavy metal noventista.

O vocalista e guitarrista Max Cavalera (Killer Be Killed, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura), que foi peça importante para a criação do álbum, concedeu uma entrevista ao podcast John The Metal Mailman e analisou o estilo sonoro de Chaos A.D.

“Nós estávamos em uma encruzilhada, então precisávamos tomar uma decisão: vamos fazer o Arise parte dois – na verdade, Arise é o Beneath the Remains parte dois, o que é legal. Não tem nada de errado com isso – ou vamos fazer algo novo e chocar o mundo?

Eu optei por chocar o mundo! Já havíamos feito o Arise. Ele é ótimo. Não íamos conseguir fazê-lo melhor do que aquilo. Atingimos o topo da montanha com aquele death/thrash metal. Como eu estava escutando Ministry, Godflesh e o hardcore de Nova Iorque, decidimos fazer riffs e grooves mais diretos como em Slave New World.

Refuse/Resist é bem simples, mas é bastante pesada e energética. A gente diminuiu a velocidade, mas não ficamos menos pesados. Nós continuamos muito pesados. Na verdade, ficamos até mais pesados. O final de Territory é um daqueles momentos que dá vontade de pegar uma cadeira e jogar na parede”.

Assista o bate-papo na íntegra no tocador a seguir:

Chaos A.D. é um dos principais discos do heavy metal brasileiro. Ao redor do mundo, o álbum vendeu mais de dois milhões de cópias, além disso, no que tange a parte sonora, foi uma obra que serviu de base para o groove metal e como fonte de inspiração para grupos como Korn, Slipknot, Machine Head e Deftones.



Via: RockBizz

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