Muitas pessoas declaram que o Brasil não é para amadores! Isso até conserva certa verdade, pois é um país de proporções continentais, cujo o poder público se mostra moroso e ausente em muitos lugares. E por sua vez, o setor privado tem compromisso apenas com o próprio lucro, mesmo que isso seja à custa de uma deliberada escravização da mão de obra e de lobby para que os direitos dos trabalhadores sejam limitados e ou extintos.
Portanto, com a gigante disparidade entre a camada mais rica e a mais pobre da sociedade brasileira, quem não nasceu em berço de ouro precisa suar muito a camisa para obter certa tranquilidade financeira e social em nosso país.
Trocando uma ideia com o jornalista Dave Everley, da revista Metal Hammer, Max Cavalera (Killer Be Killed, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura), 56, refletiu sobre como foi o seu começo de carreira musical no Brasil, no começo dos anos 1980.
“Vindo do Brasil, as probabilidades estão contra você. A chance de dar certo é de uma em um bilhão. Mas o desafio e a luta se tornam o foco principal. Ela é a sua gasolina. Essa é a sua chama. Foi isso que nos trouxe até aqui”.
Max aproveitou a oportunidade e ponderou sobre o seu trabalho ao lado do Sepultura, que foi o que o projetou como uma potência criativa do heavy metal.
“Tenho orgulho das coisas que conquistamos no Sepultura, de fazer discos tão incríveis que impactaram pessoas de tantas partes do mundo e de diferentes estilos de vida. Muitas pessoas adoram o catálogo da era Max. Tenho muito orgulho dele. Aprendi muito com tudo isso. Até nos momentos difíceis”.
Max Cavalera possui mais de trinta anos de carreira, a qual rendeu sete discos de estúdio com o Sepultura e doze álbuns com o Soulfly. Com o Cavalera Conspiracy, ele criou quatro trabalhos. Já com as bandas Killer Be Killed e Go Ahead and Die foram duas obras autorais cada. Sendo assim, nada mal para quem tinha as probabilidades contra.
Via: RockBizz
