Brigas por dinheiro, royalties, má conduta no ambiente de trabalho, abusos financeiros, psicológicos e emocionais, traições e toda sorte de contendas já deram as caras nas cenas rock n’ roll e heavy metal. O caso mais novo envolve a cantora Zoë M. Federoff e o seu marido, o guitarrista Marek Šmerda, que se cansaram do modus operandi do Cradle of Filth e jogaram toda a bosta no ventilador.
Em recente postagem nas redes sociais, Zoë afirmou que o gerenciamento do Cradle of Filth é desonesto e manipulador. Ela ainda destacou que Dani Filth, cantor e líder da banda, sabe de todos os abusos e problemas, mas se beneficia deles.
Federoff escreveu: “Planejamos essa transição do Cradle of Filth meses atrás. A gerência é desonesta, manipuladora e tenta tirar dinheiro que nos pertence, sem nenhum contrato entre nós, músicos de estúdio, e a banda. Quando os denunciei por essa tentativa de roubo de adiantamento de álbum do Screaming of the Valkyries, me chamaram de “câncer” e “cavalo morto” e ameaçaram me demitir.
O vocalista [Dani Filth] não faz nada para impedi-los e se esconde atrás deles enquanto eles os menosprezam e roubam. Responsabilizamos o vocalista por contratar essa gerência e nunca defender a equipe, apenas a si mesmo. Outros ex-membros tentam contornar isso e culpam apenas a gerência. A gerência trabalha para o vocalista”.
Ela continuou: “Ele não pode sujar as mãos, mas, no fim das contas, é ele quem as comanda. A atmosfera que ele cria é ameaçadora e abusiva. Ele nos explora constantemente com salários baixíssimos, mas também exige exclusividade na agenda do Cradle.
Não conseguimos nem cobrir o custo de vida, mas ainda assim nos dizem para não fazer turnês com outras bandas para complementar a renda. É loucura manter as pessoas presas na pobreza pelo ego de uma só pessoa.
Anexamos o contrato que eles tentaram impor a todos os músicos contratados por um aumento de 25 por cento (o primeiro aumento em 7 anos). Nosso advogado o considerou o contrato mais louco que um músico contratado poderia receber. Não assinamos e decidimos sair este ano”.
“Então, saímos porque estávamos sendo usados e ganhávamos menos do que o custo de vida. Além disso, o ambiente é tóxico e ameaçador. O preço que tudo isso estava cobrando de nossas vidas e nosso casamento se tornou muito pesado.
O preço que isso nos custou para a saúde também me levou a abortar nossa primeira gravidez em turnê. Nós escolhemos sair para nos salvar e criar um futuro melhor para nossa família. Agora que saímos, o sol está brilhando, nossa família tem esperança e esperamos que todos os músicos de estúdio que pensem em se juntar ao Cradle leiam este contrato e conversem com um advogado.
Boa sorte para quem tentar tocar com a banda. E lembrem-se: todos nós conhecemos o cara que diz que todas as suas ex-namoradas são loucas. Tem certeza de que todas elas são? Ou será que o problema é você? Adeus aos fãs, aos nossos colegas de estúdio e equipe. Eles foram a única parte disso que ficou com boas lembranças”, concluiu a cantora.
Apesar das acusações de Zoë M. Federoff e Marek Šmerda, o Cradle of Filth está seguindo adiante com a turnê pela América do Sul. O último concerto da The Screaming of the Americas Tour será no dia 04 de setembro, no Panamá.
Via: Rockbizz
