No começo dos anos 1990, Bruce Dickinson estava meio de saco cheio com o direcionamento musical do Iron Maiden, com isso decidiu empreender uma carreira solo. Tattooed Millionaire (1990) foi a primeira aventura sonora do Air-Raid Siren.
No entanto, após deixar a Donzela de Ferro, o cantor pôde desenvolver de vez seu próprio universo musical, o qual teve espaço para o alternativo no polêmico Skunkworks (1996), para diversidade em Balls to Picasso (1994) e, claro, para o peso nos discos Accident of Birth (1997) e The Chemical Wedding (1998), ou seja, foi para caminhos bem diferentes do Maiden.
Durante entrevista a rádio 104.5 The Pick, Bruce Dickinson explicou por que sua carreira solo segue um caminho mais pesado do que o Iron Maiden. Ele também pontuou que o Iron não tira proveito da atual vibração pesada do mundo para criar um som mais implacável.
“O Maiden, estilisticamente, obviamente, tem muita influência do Steve [Harris, baixista e fundador do grupo] em tudo. Embora seja pesado, às vezes é progressivo e coisas assim. Então, no meu caso, às vezes sigo o caminho do progressivo, mas adoro esse tipo de desafinação esmagadora.
Há muito peso no ar agora, do qual o Maiden realmente não tira proveito, porque não tenho certeza se necessariamente se encaixa no tipo de paisagem sonora que o Steve gosta. Mas isso não me restringe. É como ter um pintor com uma paleta ilimitada. Você corre o risco de se dispersar um pouco, mas é um risco que vale a pena correr, porque você supostamente é um artista”.
Confira a entrevista completa no tocador abaixo:
Via: Rockbizz
