Pelas redes sociais, o guitarrista Marek “Ashok” Šmerda explicou por que levou 12 anos para expor os abusos do Cradle of Filth. Para quem não sabe, o músico e a sua esposa, a tecladista e vocalista Zoë M. Federoff, deixaram a banda em meio a alegações bastante sérias de tratamento tóxico, exploração financeira e tragédia pessoal.
Marek escreveu: “Finalmente estou em casa. Esta foi uma semana difícil, mas sou muito grato aos fãs e amigos pelo apoio. Meus colegas músicos que me procuram em particular, que sabem o quanto eu precisava de pessoas que entendessem a situação e os fãs também. Sou grato por tantas pessoas estarem ao nosso lado, nós que fazemos música em vez da ganância. É esse apoio que faz a música acontecer, porque vocês inspiram almas.
Ainda estou lendo tantas mensagens de carinho e literalmente à beira das lágrima. Não consigo acreditar no tanto de amor que existe neste mundo. Doze anos no Cradle. Antes disso, foram anos no Root e outras bandas, que totalizam vinte e cinco anos de jornada até hoje. Alguns de vocês comigo o tempo todo. É mais do que uma experiência de humildade.
Muitos de vocês podem se perguntar por que agora, depois de 12 anos, eu escolhi isso. Nos prometiam mudanças e dias melhores ano após ano. E nós continuávamos torcendo para que se tornassem realidade. Eu continuei torcendo por vocês. Eu continuei firme por vocês. Gostaria que a banda tivesse sido melhor conosco, porque eu queria sempre ser melhor para vocês.
Quero agradecer especialmente à minha esposa pela coragem em detalhar tanto do que estava errado há tanto tempo. Ela agora está me dizendo para não ousar largar a guitarra. Tenho mais música para fazer, mais a ver com a minha vida e a minha arte, e ela está certa.
Não consigo largar a guitarra. Não terminei de criar, terminei de ser usado para a minha criação, mas a criatividade continua. Algo novo começa. Algo bom. Então, isso não é um adeus. É um olá! A vida é boa, e todos vocês ajudaram a torná-la muito boa”.
A cantora Zoë M. Federoff também se pronunciou sobre os abusos que sofreu ao trabalhar na empresa de Dani Filth. Leia na íntegra o relato da musicista aqui.
Via: Rockbizz
