Tears of the Dragon é sem dúvida alguma o hit da carreira solo de Bruce Dickinson. Ela é a canção que deu corpo e energia ao trabalho solo do cantor e o possibilitou manter-se em evidência na cena musical ao longo da década de 1990.
Em nova entrevista à revista inglesa Metal Hammer, Dickinson revelou que a gênesis de Tears of the Dragon surgiu na época de Somewhere in Time, sexto álbum do Iron Maiden, que saiu em setembro de 1986.
“Depois que o produtor Keith Olsen se afastou dos trabalhos de meu segundo disco solo, Shay Baby, que era o engenheiro de som, assumiu a produção. Ele me apresentou o Tribe of Gypsies, que é uma ótima banda e tinha Roy Z na guitarra.
Eu fui na casa de Shay e passamos uma tarde tocando e acabamos criando três ou quatro músicas. Eram ótimos riffs e sugeri que trabalhássemos juntos. Isso foi o embrião do que se tornaria Balls To Picasso.
Mas algumas coisas como Tears of the Dragon já tinha uma versão. A gênesis da música surgiu na época de Somewhere in Time.
Eu estava tentando criar algo diferente para o Maiden! Achava que a banda precisava criar algo fora da caixa. Dickie Fliszar, que é um baterista fabuloso e muito musical, pegou e transformou essa música. O baixista Eddie Casillas precisa ganhar muito crédito, também. O som de baixo ficou fantástico”.
Bruce completou: “A música acabou com uma parte de reggae, que sempre foi controversa. Meu empresário queria que eu me livrasse dessa parte de reggae. Acabamos mantendo-a e se tornou um grande trabalho e bem diferente de todo o resto”.
Assista a entrevista na íntegra no tocador a seguir:
Via: Rockbizz
