No finalzinho dos anos 70, após demissão do Black Sabbath, Ozzy Osbourne passou um período “sabático” em um quarto de hotel enchendo a cara, tomando drogas e só esperando que a dona morte viesse puxar seu pé.
Sharon Arden, que se tornaria a Senhora Osbourne tempos depois, foi a mão salvadora do cantor inglês. Ela o fez levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima com uma nova banda. Muitos músicos receberam o convite para participar da banda do comedor de morcego como o ex-Deep Purple, Glenn Hughes.
Em conversa com o canal Metal Mayhem ROC, Glenn Hughes contou por que recusou convite para tocar com Ozzy Osbourne.
“Conheço Ozzy e Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward desde 1970. Eles decolaram naquele ano com Paranoid. Eu era muito amigo deles naquela época. Conheço esses caras há 55 anos. Então, quando perdemos alguém, nós, como público em geral, ficamos muito tristes.
Ozzy era um dos meus amigos mais próximos, especialmente nos anos 70, quando morávamos perto um do outro. Ele passava muito tempo na minha casa e eu passava muito tempo na casa dele”.
O músico continuou: “Ele queria que eu tocasse na banda dele em 1979, quando ele saiu do Sabbath. Naquela época, eu não queria voltar a tocar baixo e cantar como segundo vocalista, com todo respeito, porque eu amo muito o Ozzy.
Eu só queria ser o Glenn Hughes que todos nós conhecemos agora, o baixista vocalista principal. Então, tive que recusar. Mas, durante todos esses anos, Ozzy foi muito, muito próximo de mim”.
“Ozzy era um dos caras mais genuínos que você poderia conhecer. Ele era um ser humano genuíno, amoroso e gentil”, finalizou Glenn em tom enfático.
Via: RockBizz
