Após sua última passagem pelo Brasil no Summer Breeze 2024, o Epica retorna ao Brasil divulgando seu novo álbum, “Aspiral”. Para a abertura, trouxeram os italianos do Fleshgod Apocalypse, que promovem seu trabalho “Opera”, inspirado na experiência de quase morte do vocalista Francesco Paoli.
Pontualmente às 19h30, o Fleshgod Apocalypse iniciou o que foi, modestamente, um showzaço. A performance impressiona pelo visual, com um palco super ornamentado e looks caprichados, e pela música, que contrastava os agudos de Veronica Bordacchini com os guturais de Paoli em um death metal de alta qualidade, servindo de aquecimento perfeito.
Apesar de ser uma banda de death metal, vocês podem imaginar de ser um show pesado e cansativo, mas o carisma da banda não deixa o show se tornar cansativo: a movimentação dos integrantes no palco, Paoli sempre se comunicando, assim como Bordacchini também e, já se aproximando do final, o baterista Eugene Ryabchenko assume o piano e começa a introdução de uma música eletrônica e todos começam a pedir por ela, o famoso cover de “Blue (Da Ba Dee)”, fora as outras brincadeiras que fizeram como anunciarem músicas “românticas” e pedirem para acenderem as lanternas do celulares, foi um show que me deixou surpresa.
Trocas de palcos, cenários… 21:00 em ponto, hora do show principal: Epica entra já com a música de abertura de “Aspiral”, “Cross the Divide”, uma porrada digna de abertura de show.
Casa cheia, não havia ninguém sentado nos mezaninos e camarotes, ou seja, o público estava realmente esperando esse show e esse álbum. O show se dá em sequência com outras músicas até que Simone Simons e Mark Jansen falam com a audiência para cumprimentar e agradecer a casa cheia, mas Mark comenta que soube que dia 14/09 seria o aniversário de Andre Matos se ele estivesse vivo e então, ele decide dedicar “The Last Crusade” (A Última Cruzada) em sua memória, fazendo o público comemorar junto com a banda.
O show continua e, como sempre, a interação e carisma de todos, acho que em especial para mim, o tecladista Coen Janssen, mesmo não podendo se movimentar tanto devido ao seu instrumento, agitando a galera lá de cima do palco. Mark, Isaac Delahaye e o baixista Rob van der Loo corriam de um lado para o outro e isso faz toda a diferença para quem está assistindo o show.
Como os pacotes de Meet & Greet foram cancelados, os fãs resolveram fazer uma surpresa para a banda em “Arcana” e levantaram bexigas em formato de coração mostrando a importância da banda para os fãs. Simone e a banda saem de cena após “Design your Universe”, apenas por alguns minutos, para voltarem para o encore que se encerrou com “Consign to Oblivion”.
No fim das contas, o saldo não poderia ser outro: que noite! Com a casa completamente lotada e uma energia que não diminuiu um segundo, era impossível sair de lá decepcionado. Ficou mais do que provado que o Epica não só tem um lugar garantido no coração do Brasil, como a parada em São Paulo é sempre especial. É uma troca incrível: a banda se entrega de corpo e alma no palco, e a galera devolve na mesma moeda, cantando tudo. Mais um show memorável pra conta, que só reforça aquilo que a gente já sabe: podem voltar quando quiserem, porque em São Paulo a casa é de vocês.
Resenha: Pam Gaiguer
Foto: Heitor Mota
