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Yungblud falha miseravelmente ao tentar personificar o arquétipo de Príncipe das Trevas

5 meses ago


O título e a letra de It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll), hino do AC/DC, sempre foram pertinentes ao longo das décadas, visto que são dois lembretes simples e claros de que é preciso suar muito a camisa caso queira vingar no rock n’ roll.

A cigana e a cartomante até podem ludibriar um ou outro bocó, com promessas de grandes feitos, mas não há atalhos. O artista precisa entregar um trabalho original e caprichado para se firmar como um ator significativo na cena musical e, pois, vislumbrar uma carreira fora das plataformas ardilosas como os Instagrams e TikToks da vida.

De maneira ingênua e pueril, a indústria fonográfica tenta nos sufocar com muitos postulantes a nova sensação do rock n’ roll e heavy metal. Não obstante, esses pretensiosos não passam de meras cópias pálidas do que já se viu e ou vê no show business.

Os embustes correm a torto e a direito tanto no mercado doméstico quanto no internacional. Os softwares de edição musical têm operado verdadeiros milagres, já que tentam – às vezes até conseguem – impor um verniz de genialidade no que é mais estéril do que um ambiente radioativo.

Um bom exemplo disso é o britânico Yungblud – nascido Dominic Richard Harrison. O moleque falha miseravelmente em tentar personificar o arquétipo de Príncipe das Trevas e impor algum rastro de originalidade e frescor na música pesada.

Com a morte de Ozzy Osbourne, o molecote tenta, de forma desesperada, diga-se de passagem, se apossar de sua personalidade sombria, carismática e subversiva, entretanto, o fruto é algo risível e mais falso do que uma nota de seiscentos e sessenta e seis reais.

Mesmo com o suposto apoio de Sharon Osbourne e do próprio Madman, a xaropada do garoto é loteada em gritinhos e sussurros de mamãe sou trevoso e pseudos riffs de guitarras, que são soterrados em camadas e mais camadas de samplers e qualquer outro barulho que possam ocultar a incapacidade técnica em que se edifica as canções.

Além do mais, o teor lírico de suas músicas se firma nos chorosos dramas juvenis no pior estilo eu odeio tudo e todos. Se os responsáveis desse fedelho o tivessem matriculado em um curso de eletricista ou mecânica, o mundo seria um lugar menos pior.

Portanto, não adianta ostentar e usar crucifixo que pertenceu a Ozzy, tampouco cantar as músicas do verdadeiro Príncipe das Trevas em seus espetáculos. Isso não passa de um truque barato para empurrar goela abaixo de parte do público uma pretensa profundidade artística.

E mais! Posar para fotos ao lado dos setentões Steven Tyler e Joe Perry, do Aerosmith, Lenny Kravitz, Fred Durst e afins também não o torna uma personalidade genuína do rock, cujo o legado tem estamina suficiente para passar pelo implacável teste do tempo.

O mercado musical está coalhado de centenas de ofertas, contudo, há muito joio agregado no trigo, ou seja, existem muitos conjuntos que pouco ou nada valem a atenção, dinheiro e clique do público.

É claro que todo indivíduo é livre para fazer as próprias escolhas e colocar no player o que melhor lhe aprouver, porém, temos o espaço e, até mesmo, a responsabilidade de alertá-los de certas picaretagens culturais que se travestem de supostas inovações sonoras, e Yungblud é o mais novo suposto insólito roqueiro.



Via: Rockbizz

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