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“Muita gente acha que o rock não pode chegar na periferia”, analisa Charles da Gama (Black Pantera)

5 meses ago


O grupo mineiro Black Pantera vem ganhando mais espaço, participando de mais festivais e sendo ouvido por muitas pessoas. Além da sonoridade, um rock n’ roll que abarca outros estilos, as mensagens das letras falam sobre ancestralidade, pertencimento e são explicitamente antirracistas, fazendo desta uma das bandeiras levantadas pela banda.

Em entrevista à apresentadora Cami Santiz, do programa Toca UOL, o trio – Charles da Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (baixo e vocal) e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) – falou sobre a presença do rock na periferia.

“A gente veio do subúrbio”, começou Chaene. “A minha primeira lembrança é que a gente não tinha sofá. A gente dormia em um colchão no chão. Foi um corre absurdo até a gente poder comprar um instrumento.

Então, estar aqui hoje, chega a ser referência para a menina preta que quer tocar rock n’ roll. Rock é coisa de preto, também. Isso representa demais”.

Charles continuou: “Muita gente acha que o rock não pode chegar na periferia, na quebrada. O metal não pode, mas a gente conhece várias pessoas da quebrada que adoram rock desde moleque”.

“Rock n’ roll chegou para a gente bem cedo! Meu pai sempre gostou muito de música, e de todos os tipos. Quando o metal chegou foi paixão à primeira vista. Hoje em dia não é só paixão, a gente vive disso. A gente está dentro disso”, celebrou o guitarrista.

“E o show do Black Pantera é extremamente político! É uma banda com pauta identitária, antirracista e sem censura. Essa é a nossa missão”, acrescentou o baixista em tom bastante enfático.

Assista a entrevista completa neste link.



Via: RockBizz

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