Em meados dos anos 1990, Max Cavalera foi do céu ao inferno em pouquíssimo tempo! O sucesso avassalador de Roots, sexto álbum do Sepultura, cedeu lugar a uma saída amarga da banda que o consagrou um músico de renome mundial.
E para piorar, nessa mesma época, Max e a esposa, Gloria Cavalera, precisaram lidar com a morte de Dana Wells, filho de Gloria. Ele morreu em um acidente de carro aos 21 anos. Esses eventos foram a tempestade perfeita para que o musico se entregasse à bebida e drogas.
Em conversa com a revista inglesa Metal Hammer, Max Cavalera contou como superou a morte do enteado e a saída do Sepultura. De acordo com o artista brasileiro, ele vivia em um quarto escuro, bebendo e usando drogas.
“A primeira coisa que fiz na música, depois de sair do Sepultura, foi trabalhar com o Deftones, que era amigo do Dana. Eles estavam lá no funeral dele. Chino [Moreno, vocal] foi uma das pessoas que carregaram o seu caixão. Mas foi uma época muito estranha para mim.
“Eu estava com raiva sobre o que aconteceu com Dana e com raiva do Sepultura. Estava vivendo em um quarto escuro, bebendo e usando drogas, e estava farto da música. Meu coração estava partido demais para pensar nisso”.
“Eu simplesmente mandei todo mundo se foder! Eu só queria ficar bêbado. Se não fosse pelo Deftones, não sei o que teria feito. O primeiro disco do Soulfly foi difícil e trabalhoso de fazer, mas foi uma grande catarse e uma ótima terapia para mim”, acrescentou o músico.
Soulfly, que saiu em abril de 1998, foi a volta triunfante de Max ao universo musical. O disco teve a participações de estrelas do new metal como Dino Cazares (Fear Factory), Fred Durst (Limp Bizkit) e Chino Moreno (Deftones).
Embalado pelos singles Eye for an Eye, Bleed e Tribe, o álbum foi disco de ouro, ou seja, vendeu mais de 500 mil cópias. O trabalho também entrou nas paradas de sucesso de vários países tais quais Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Bélgica.
Via: RockBizz
