O líder, vocalista e guitarrista da Dorsal Atlântica, Carlos Lopes trocou uma ideia com o jornalista Luís Cláudio Garrido, do Jornal A TARDE, e comentou sobre as previsões que fez em 1990, com a obra musical Searching for the Light.
Nela, o artista apontou que o futuro do Brasil seria as milícias, traficantes e a classe mais rica não se importante em nada com as pessoas mais pobres. E é justamente o nosso cotidiano na capital fluminense.
O roqueiro pensador comentou com a franqueza que lhe é peculiar: “O “Rio de Janeiro sempre foi um manancial de brutalidade, preconceito e prostituição do corpo e da alma”.
“Romantizei o que sempre vi, mas pelo menos acordei cedo. O Brasil nunca mudará, apesar dos esforços, porque a maioria – negros e brancos, pobres e ricos – são hipócritas”, destacou.
“Estudei em escola pública, meu pai foi motorista de caminhão e minha mãe, costureira. E eles também eram preconceituosos. Aprendi desde o berço”, concluiu o artista em tom crítico.

E por falar em Dorsal Atlântica, a banda iniciou uma campanha virtual para levantar fundos para gravar o seu novo álbum, Misere Nobilis. A pretensão do grupo é entrar em estúdio em dezembro deste ano e colocar o disco no mercado em abril de 2026.
Acesse a conta oficial da Dorsal Atlântica nas redes sociais para saber mais detalhes da campanha e a forma de ajudar.
Via: RockBizz
