Aproximadamente dois meses atrás três freiras do Dogma se rebelaram contra os votos e deixaram o convento metal. Em nota nas redes sociais, Lilith (vocal), Lamia (guitarra) e Rusalka (guitarra) informaram os motivos que levaram a tal decisão.
Tristemente, as causas, segundas as moças, passam por maus-tratos, promessas não cumpridas, sexualização excessiva, contratos abusivos e falta de pagamento.
E quem entrou na história foi Isa Roddy, vocalista original do Dogma. Ela, por intermédio de uma postagem no Instagram, disse que tomou calote do alto clero da banda.
Isa escreveu: “Nas últimas semanas, eu recebi inúmeras mensagens de fãs e perguntas sobre a minha ligação com a banda Dogma. Por respeito a quem acompanha meu trabalho, sinto que este é o momento certo para falar de forma clara e responsável.
Algumas pessoas já sabiam, mas eu fui a primeira vocalista do projeto e contribuí ativamente para moldar sua identidade artística inicial. Forneci linhas vocais, ideias criativas e elementos estéticos que ajudaram a definir a personagem Lilith I. Eu acreditava no potencial do projeto e investi meu tempo, dedicação e recursos financeiros pessoais, sem nunca receber nada em troca”.
Ela continuou: “Apesar do meu empenho de mais de dois anos e meio, certas circunstâncias não se alinharam com as minhas expectativas de carreira. Como acontece com muitos projetos artísticos, o ambiente e as condições acabaram por divergir da minha visão profissional. Por esse motivo, decidi afastar-me em meados de 2022.
Quando surgiram questões contratuais, fui informada de que o único documento disponível era um contrato de músico de estúdio, destinado exclusivamente a apresentações ao vivo. Essas apresentações nunca aconteceram comigo.
Em outras palavras, apesar das minhas contribuições criativas, vocais e conceituais, não recebi nenhuma remuneração, e minhas gravações audiovisuais foram posteriormente utilizadas em diversos materiais sem minha autorização explícita.
Mesmo após minha saída em 2022, trechos da minha voz continuaram, e ainda continuam, a aparecer em apresentações ao vivo e materiais lançados, incluindo Father I Have Sinned, My First Peak, Forbidden Zone, The Dark Messiah, Free Yourself e Pleasure From Pain”.
“Quando me mudei para a Alemanha em 2021, eu me conectei a profissionais experientes da indústria musical e criativa, aprofundei meu conhecimento sobre os meus direitos, aprendi sobre contratos e reconheci a importância de proteger minha identidade e voz como artista. Esse crescimento confirmou que deixar o projeto era necessário.
Tudo o que construí durante a fase inicial de Lilith reflete a minha dedicação, estudo e expressão criativa. Mas, além de qualquer personagem, hoje sou uma artista que deseja mostrar meu próprio rosto, minha própria voz e minha própria verdade, sem máscaras ou anonimato.
Estou entrando em um novo capítulo da minha carreira: mais intenso e totalmente alinhado com a minha visão. Quero que vocês façam parte dessa jornada comigo! Muito em breve, vocês descobrirão tudo o que tenho criado com dedicação e autenticidade, e prometo que valerá a pena acompanhar de perto”, concluiu a artista.
Até o momento, o Dogma só voltará aos palcos em abril de 2026, com uma extensa turnê pela Europa, que vai até o começo de maio. O tempo dirá, mas, pelo o andar do caso, mais capítulos da treta vão surgir muito em breve.
Via: RockBizz
