Com forte influência da Motown, revistas em quadrinhos e teatro japonês, Paul Stanley (vocal e guitarra), Gene Simmons (baixo e vocal), Ace Frehley (guitarra e vocal) e Peter Criss (bateria e vocal) iniciaram, em meados da década de 1970, uma banda que ajudaria a moldar os rumos do rock e metal, afinal, incontáveis grupod deram os primeiros passos inspirados nos quatro mascarados.
Com 50 anos de bons serviços prestados ao rock, o grupo, que tem em seu arsenal hits como Detroit Rock City, Love Gun, Black Diamond, Rock and Roll All Nite, já pendurou o chapéu, após o sucesso da End Of The Road Tour.
Apesar disso, o KISS nunca foi uma unanimidade como os Bealtes! Nomes grandes do mercado fonográfico já declararam seu descontentamento em relação à banda mais quente do mundo. E por isso, para os músicos listados abaixo, o slogan do KISS pode mudar para algo como a banda mais fria do mundo.
Carlos Santana
O guitarrista mexicano nunca escondeu a sua crítica ao KISS. Para ele, Gene Simmons e o resto do grupo não passa de um circo mequetrefe que não sabe distinguir os diferentes tons no universo musical.
“Gene Simmons não é músico, ele é artista de entretenimento. O KISS é entretenimento de Las Vegas, então ele não saberia o que é música de qualquer forma. É por isso que ele usa toda aquela roupa”.
Carlos acrescentou: “Simmons esconde seu talento sob figurinos e maquiagem. Um músico não precisa de máscara e nem de rímel. Há uma diferença entre um artista de entretenimento e um músico”.
Nikki Sixx – Mötley Crüe
O líder e baixista do Mötley Crüe já afirmou em diversas entrevistas que o KISS exerceu grande influência em sua carreira e vida. A coisa mudou de figura quando o linguarudo Gene Simmons disse, de maneira bastante equivocada, que a morte de Prince foi devido ao abuso de drogas.
Na época, Sixx falou: “Acho que Gene é um cara superestimado e sortudo que se veste como um palhaço. Ele escreveu algumas boas músicas, mas não faz isso há muito tempo e adora se gabar”.
“Serei honesto, quando eu era mais novo, adorava o KISS. Eles me influenciaram como compositor e tal. O KISS deu ao Mötley Crüe uma de suas primeiras turnês. Eles fizeram muita coisa boa por mim na minha vida. Já dividi o palco com eles em turnês, os conheço desde sempre. Gene é um homem muito opinativo, assim como eu”, completou.
Steven Tyler – Aerosmith
Apesar de terem saído em turnês juntos, o frontman do Aerosmith não tece boas palavras sobre o KISS. De acordo com Tyler, Paul Stanley, Gene Simmons e o resto de trupe vomitam clichês do rock em suas canções.
“Às vezes me sinto ofendido com a música deles. Eu ouço e penso: ‘Qual é o sentido disso? Eles realmente levam isso a sério’? É por isso que o Aerosmith existe há tanto tempo. Porque nos levamos a sério. É uma banda de rock de quadrinhos, com rostos pintados e alguns hits”.
Steven adicionou: “Um dos nossos roadies se meteu numa briga de faca com os caras deles! Eu os odeio desde então”.
Pete Townshend – The Who
Apesar do KISS usar Won’t Get Fooled Again na introdução de alguns de seus shows, o compositor de tal som não tem muita apreciação pelos mascarados. Segundo o guitarrista, a arte do KISS não é sincera como deveria ser.
“É uma mistura de revista Creem, Las Vegas e Mardi Gras, de New Orleans. Eles são um fenômeno muito americano, mas carece de um rock sincero que te liga ao mundo espiritual”.
Bob Dylan
Na década de 1980, a estrela do folk rock foi pego de surpresa por uma plateia que o vaiou e pediu por mais hits e rock de verdade em sua apresentação. Muito bravo com a situação, o cantor acabou botando para fora toda a sua insatisfação com o episódio e sobrou até para o KISS.
“Se vocês querem rock n’ roll, podem ir ver o KISS e curtir rock n’ roll até cansar”. Além disso, Bob nunca engoliu o fato dos caras usaram pinturas faciais para se apresentarem ao vivo. Segundo ele, a coisa parece um circo.
Via: Rockbizz
