No rock e metal, o uso de mascotes é mais do que comum e se mostrou uma estratégia acertada para criar um apelo visual às bandas e suas obras artísticas. Um dos mais conhecidos e celebrados mascotes é o Eddie, do Iron Maiden. Desde o primeiro disco, que é homônimo ao grupo e fora lançado em 1980, o morto-vivo cativou seu lugar nos anais da música pesada.
Mas, por que o mascote da Donzela de Ferro se chama Eddie? Bem, no livro Iron Maiden: Infinite Dreams – The Official Visual History, o empresário da banda, Rod Smallwood, revelou a origem do personagem.
“Na verdade, tudo começou porque os caras eram bem tímidos. Até o Paul Di’Anno, por trás de toda a sua bravata, era uma alma bastante sensível. Eu queria algo que pudéssemos desenvolver como uma espécie de continuidade conceitual.
Eu estava na EMI para uma reunião, antes da assinatura do contrato, e notei uma obra de arte na parede. Era um pôster de jazz. Entrei em contato com o artista, Derek Riggs. Estávamos no estúdio trabalhando no álbum, então pedi para Derek vir até minha casa com algumas amostras do seu trabalho.
Eram umas duas dúzias de desenhos. Vinte e três eram praticamente capas de livros de ficção científica. Tinha mais a ver com o ELO [Electric Light Orchestra] do que com o Maiden. Mas no meio delas estava uma que usamos para a arte da capa. Me chamou a atenção como o personagem era ideal. Nós só deixamos o cabelo mais comprido”.
Rod acrescentou: “A única coisa que faltava era um nome. Steve Harris insistiu que o personagem se chamasse Eddie. É uma referência a uma piada de Dave ‘Lights’ Beazley sobre “Eddie, The Head, um personagem desencarnado que vive na lareira dos pais. Ao receber presente de Natal, ele reclama que é outro maldito chapéu”.
Além disso, há o mito de que Eddie teve inspiração em uma foto de Ralph Morse, de 1942, que mostrava a cabeça de um soldado japonês em um tanque em Guadalcanal, mas o livro esclarece que “essa foi apenas a referência de Derek para criar a textura da pele de Eddie”.
Via: Rockbizz
