Em 1994, Nuno estava surfando no sucesso do Extreme, que era embalado pelos álbuns Extreme II: Pornograffitti (1990) e III Sides to Every Story (1992), quando pintou o convite do clã Osbourne, pois o cantor estava cansado da aposentadoria e queria voltar aos palcos.
Ozzy queria um novo braço direito, e Nuno se encaixava bem no perfil, pois é um músico virtuoso e não aborda o instrumento de maneira matemática e sem vida. O guitarrista considerou melhor ficar no Extreme, mas, infelizmente, o grupo encerrou as atividades cerca de três semanas depois do convite de Ozzy.
Em novo papo com a revista Guitar World, Bettencourt explicou por que recusou o convite do saudoso Príncipe das Trevas. Vale ressaltar que ele foi o único músico a dizer não ao cantor inglês.
“Instintivamente, lá no fundo, eu sabia que provavelmente não pertencia à história do Ozzy”, disse Nuno. “Aqueles outros caras [Randy Rhoads, Jake E. Lee e Zakk Wylde] já tinham trilhado o seu próprio caminho – e isso é uma responsabilidade enorme”, pontuou.
“Não fiz isso por medo de ocupar o lugar de outra pessoa, como substituir o Zakk Wylde. Teria sido uma honra fazer isso. Eu simplesmente sentia que sempre deveria ter trilhado meu próprio caminho”.
Mesmo não tocando com o Madman, Nuno Bettencourt vem trilhando uma carreira de bastante sucesso. Ele retomou as atividades do Extreme, além disso, tem trabalhos solo e já assinou obras ao lado de vários artistas e bandas como Nickelback, Rihanna, Toni Braxton, Dweezil Zappa e mais.
Via: Rockbizz
