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“Até o terceiro álbum, tudo o que ganhávamos era reinvestido no Iron Maiden”, diz Steve Harris

1 mês ago


O mercado fonográfico vem mudando drasticamente desde o começo dos anos 2000, quando começou a popularizar o MP3. O passo seguinte foi enfrentar o avanço das redes sociais e a nova forma de relação entre artista e público.

O outro golpe veio, e um dos mais doloridos e que vem deixando um rastro de destruição, chegou com a criação das empresas de streaming de música, que acabam explorando as bandas e artistas com remunerações irrisórias.

Contudo, o que nunca mudou é o fato de uma banda ser uma empresa. Se o músico tem a mínima pretensão de jogar no campo profissional, ele tem que estar ciente que o gerenciamento do grupo ou de sua carreira solo tem que ser rigoroso tal qual qualquer outra empresa. Isso implicará em uma entrega total, inclusive financeira, para fazer o empreendimento vingar.

O baixista Steve Harris, por exemplo, é um case de sucesso, porque soube conduzir a carreira do Iron Maiden pelos caminhos mais corretos. Em conversa com a Metal Hammer, o músico lembrou brevemente como era o panorama financeiro da Donzela de Ferro no começo de carreira.

“A gente não tinha certeza se o Iron Maiden teria uma carreira sustentável. Essas coisas você nunca tem muita certeza. Pode ir para qualquer lado. Mas eu me lembro de estar na EMI, quando fizemos o segundo álbum, e pensar: ‘Será que algum dia vamos realmente construir uma carreira com isso, a qual eu possa fazer disso um trabalho de verdade’?

Até o terceiro álbum [The Number of the Beast, de 1982[, nós não ganhamos nada. Tudo o que ganhávamos, até mesmo direitos autorais e tudo mais, era reinvestido. Isso nos permitiu fazer turnês. Além disso, nós não estávamos pegando muito dinheiro emprestado da gravadora, o que significaria que estaríamos endividados para sempre”.

Harris acrescentou: “É como tudo na vida: se você investe em algo para o futuro a longo prazo, então você simplesmente tem que se arriscar. Mas não havia garantias. Só nos restava torcer para que tudo desse certo”.



Via: Rockbizz

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