A questão 459 do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, o qual teve a primeira edição lançada em 1857, diz assim: “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?” A resposta do pessoal do lado de lá foi a seguinte: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.
Se for um fantasminha no estilo Gasparzinho a coisa é leve e amigável. Mas, se for na pegada do obsessor Alexandre, da novela A Viagem, da TV Globo, a coisa é braba e exige uma força-tarefa para não cairmos em suas garras diabólicas.
E parece que a veterana Patti Smith teve uma experiência mais próxima ao segundo perfil. Em conversa com o podcast da CNN, All There Is with Anderson Cooper, a cantora, poetisa e escritora confessou que foi assombrada pelo fantasma de Robert Mapplethorpe, fotógrafo que morreu em 1989, aos 42 anos.
“Robert fazia parte da minha consciência”, disse Smith. “Eu o via em todos os lugares. Sonhava com ele constantemente. Cheguei a vê-lo como um holograma sentado em uma cadeira enquanto eu dobrava roupa”.
Patti continuou: “Ele estava sempre por perto. Eu nem sabia o que era. Quer dizer, é uma forma de luto, mas eu também me sentia assombrada, de verdade. Eu não conseguia tirá-lo do meu campo de visão. Não conseguia tirá-lo da minha cabeça”.
“Robert foi minha primeira grande perda. Na série de perdas que eu estava prestes a sofrer, Robert foi a primeira. Ele tinha apenas 42 anos”, lamentou Patti.
Sobre sua própria vida, Smith falou: “Quando penso em mim mesma, no que conquistei desde os 42 anos, minhas maiores realizações foram realmente no final dos meus 50 e 60 anos, pelo menos como escritora. Robert tinha tanto trabalho, tantas visões, tanto para fazer, tanta capacidade”.
“E o que eu lamento é que eu sei o que ele queria fazer. Sinto a dor da incompletude. Consigo imaginar o que ele teria feito”, completou a artista.
Via: Rockbizz
