Pouco tempo atrás o líder e guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, trocou uma ideia com os apresentadores Alexandre De Maio e Turco Loco, do canal 100segredopod, e falou sobre como foi o processo de incorporar elementos da cultura brasileira à música da banda.
O artista pontuou que precisou ter uma vivência fora de nosso país para dar o devido valor à nossa cultura. Ele, inclusive, lembrou que chegou a considerar tudo do Brasil um lixo, mas pôde rever os seus conceitos.
“Quando a gente era mais radical tudo do Brasil era um lixo! O samba, Clube da Esquina e Bossa Nova [eram lixos]. O que vem de fora é sempre melhor do que é feito aqui. O Brasil ainda é um pouco assim”.
Kisser prosseguiu recordando o pensamento de outrora: “A gente tinha muito isso com o thrash metal vindo da Europa e Estados Unidos. A partir do momento que a gente saiu do Brasil, nós começamos a fazer a turnê do Beneath the Remains com dois meses na Europa e dois meses nos EUA e conhecemos os nossos ídolos, vimos o Brasil de fora”.
“As perguntas que as pessoas nos faziam eram se tinha macaco andando nas ruas”, contou. “Teve um cara que perguntou para o Paulo [Xisto Jr. – baixo] se tinha no Brasil as máquinas de secar as mãos nos banheiros. A gente respondeu que tinha um menininho que ficava soprando a mão”.
“Essas coisas incomodaram e começamos a colocar as coisas do Brasil na letra. Começamos a ver que o Brasil é um país único. A gente saiu da ilha e tivemos outro ponto de vista e perspectiva, e começamos a usar isso desde as primeiras turnês internacionais. Absorvemos e colocamos em nossa música”, finalizou Andreas.
E por falar em Sepultura, os próximos compromissos ao vivo do grupo começarão em março, com shows pela Austrália. Além disso, para este ano, a banda já tem datas marcadas na Europa, com direito a show no Wacken Open Air e em outros grandes festivais de verão. Saiba o itinerário da banda aqui.
Via: Rockbizz
