As demissões e as mudanças em formações de bandas fazem parte do jogo e são comuns, na verdade. Porém, em alguns casos, a coisa toda ganha contornos mais dramáticos do que o usual por envolver músicos importantes para os respectivos grupos.
Alguns dos casos que mais chamaram a atenção e causaram comoção nos fãs foram os seguintes: Iron Maiden e Bruce Dickinson, Black Sabbath e Ozzy Osbourne, Judas Priest e Rob Halford, Sepultura e Max Cavalera e Angra e Andre Matos.
Este último caso gera falatório até os dias de hoje, visto o melodrama que se deu na época, no final dos anos 90. A coisa foi tão séria que o saudoso Andre nunca mais quis caminhar na mesma calçada que os ex-colegas de trabalho passavam.
Todavia, meses antes de falecer, em junho de 2019, ele ventilou a possibilidade de fazer alguns shows com o Angra. Quem trouxe esta informação à mesa foi Fabio Lione, em recente conversa com a revista Rolling Stone Brasil. Ele também destacou que foi o último integrante do grupo a falar com Andre Matos antes dele falecer.
O italiano disse: “Eu e Andre éramos muito amigos! Ele me falou, quando fui convidado pelo Soulspell, dois meses antes dele morrer… Eu fui o último cara do Angra a falar com ele. Ele disse que aceitava fazer três ou quatro shows no máximo, mas junto comigo e os membros antigos, e o Kiko [Loureiro – guitarra] deveria estar, também.
Só que o Kiko, nesse momento, quando fiz esse show com o Soulspell, ainda estava no Megadeth. Então, não era tão fácil. Mas o Andre me falou: ‘Concordo fazer três ou quatro shows no máximo. Eu, você e membros antigos’”.
“Eu falei para Rafael [Bittencourt – guitarra] e Felipe [Andreoli – baixo] dessa possibilidade. O Andre era mais ‘friendly’ comigo. Existiu essa possibilidade, mas, infelizmente, aconteceu o que aconteceu”, arrematou Fabio.
Via: Rockbizz
