Bob Daisley marcou seu nome no rock n’ roll e heavy metal como baixista, letrista e arranjador e como um dos fiadores da carreira solo de Ozzy Osbourne, visto que escreveu muitas letras e canções para o Príncipe das Trevas.
Vale ressaltar que Bob Daisley escreveu material para álbuns como Blizzard of Ozz (1980), Diary of a Madman (1981), Bark at The Moon (1983), The Ultimate Sin (1986), No Rest for the Wicked (1988) e No More Tears (1991). A partir daí, o músico não escreveu mais nenhum material para o clã Osbourne.
Em nova entrevista ao Loaded Radio, Bob Daisley contou quando foi a última vez que conversou com Sharon Osbourne, viúva e empresária de Ozzy. Ele também deixou claro que está aberto ao diálogo com Sharon.
“A última vez que falei com ela foi em Nova York, por volta de 2001. Quando o 11 de setembro aconteceu, estávamos lá para um depoimento. Lee [Kerslake] e eu tínhamos um processo contra eles por royalties não pagos e créditos incorretos em Diary of a Madman e tudo mais.
Então, essa foi provavelmente a última vez que falei com ela. A questão é que, no início, Sharon e eu nos dávamos muito bem, e Ozzy e eu éramos amigos próximos. Foi muito triste para mim ver tudo isso acabar.
Eu me dava muito bem com os dois. E no dia em que soube que Ozzy havia morrido, eu realmente chorei porque muitas lembranças voltaram à tona. Havia a água suja que passou por baixo da ponte, mas também havia muitos bons momentos. Havia muitas risadas, muita alegria e muita criatividade. E para mim, naquele dia, tudo voltou à tona e derrubei muitas lágrimas”.
Bob destacou: “Eu conversaria com ela. Não a odeio! Se houvesse algo para conversar, é claro que eu conversaria. Não sou uma pessoa vingativa e não guardo rancor”.
“Além do mais, eu senti muito pela família do Ozzy naquele dia. Ninguém gosta de ver as pessoas sofrerem. Bem, eu não gosto de ver as pessoas sofrerem. E foi triste para mim, com todas as boas lembranças que vieram à tona. Foi triste saber o que eles estavam passando”, concluiu o músico.
Via: Rockbizz
