Muitas pessoas, inclusive atores da cena pesada, já declararam a morte do rock n’ roll. Essas pessoas alegam que não há mais novas e grandes bandas no mercado, dessa forma, é um setor que ainda se agarra aos antigos nomes como Iron Maiden, Metallica, AC/DC e Guns N’ Roses para lotar estádios e arenas.
É verdade que os tempos do rock em figurar em reclames de cigarro, refrigerantes e em trilhas sonoras de atrações populares já passaram. Tirando os medalhões, o estilo se mantém vivo e pulsante no underground, o que não é nenhum demérito.
Quem está tentando de todo jeito se firmar como um bastião do estilo é Yungblud. O músico, que tentou carreira no punk, mas não logrou êxito, vem tentando provar o seu valor aos exigentes fãs de riffs e solos guitarra.
No entanto, em conversa com a revista Zoom, Yungblud explicou por que o punk, grunge e metal se tornaram irrelevantes.
Ele começou contando o seu background no estilo e o que mais curte na cena: “Eu sinto que o que é muito legal no rock agora é que, em termos de geração, estamos todos na mesma sintonia pela primeira vez em muito tempo. Eu cresci em uma loja de guitarras.
Meu pai tinha uma loja de guitarras com meu avô. Então, eu cresci com o rock no meu sangue, e está no meu DNA. E eu sinto que o rock se tornou irrelevante por um tempo, porque não havia união dentro dele”.
Ele completou: “O rock sempre teve essa ideia maluca de que vai ser uma única pessoa que vai salvá-lo. Mas toda vez que o rock foi gigante para o mundo, foi sempre por causa de dez artistas juntos. Veja o punk, o grunge, o rock n’ roll, o blues e o metal. Toda vez que o rock prosperou, foi por causa de vinte artistas de uma vez, não de uma pessoa só”.
A análise de Yungblud é bastante superficial e romântica, visto que muitos outros elementos como perfil atual do mercado fonográfico, plataformas streaming, avanços tecnológicos, questões políticas, sociais e econômicas fazem parte dessa equação.
Mas uma coisa é certa: a indústria musical é cíclica, dessa forma, cedo ou tarde, os astros irão se alinhar para a música pesada, novamente. Com isso, veremos novos nomes dando as caras por aí.
Via: Rockbizz
