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Avenged Sevenfold prova sua força em um Allianz Parque lotado! E o Sempre Um Rock acompanhou tudo do Camarote Backstage Mirante!

2 dias ago

Resiliência não é discurso. É prática. E o Avenged Sevenfold mostrou isso na noite em que fez o maior show solo de sua carreira, lotando o Allianz Parque e lembrando por que segue relevante mesmo quando desafia a própria base de fãs.

Antes de falar de palco, vale dizer: nós do Sempre Um Rock acompanhamos todos os shows diretamente do Camarote Backstage Mirante, uma experiência completa que vai muito além do conforto. O espaço garante acesso direto à pista premium, visão privilegiada e um combo que todo headbanger respeita: open bar e open food, do começo ao fim. Rock se vive intensamente — e ali, vive-se direito.

Da cirurgia vocal ao topo do mundo

A trajetória do Avenged Sevenfold nunca foi simples. Lá em 2004, antes mesmo do estrondo causado por City of Evil, M. Shadows precisou passar por uma cirurgia a laser nas cordas vocais. O aviso médico foi direto: ou mudava a forma de cantar, ou em poucos anos talvez não falasse mais.

O resultado dessa encruzilhada? Uma banda que expandiu seus horizontes, misturou metalcore, heavy metal clássico, hard rock e até ambições quase operísticas. Foi assim que nasceram hinos como “Bat Country”, “Beast and the Harlot” e “Seize the Day” — músicas que pavimentaram o caminho do A7X para um lugar definitivo na história do metal moderno.

O retorno ao Brasil em grande estilo

Depois de problemas vocais sérios em 2018 e do adiamento da turnê latino-americana em 2025, o retorno ao Brasil veio cercado de expectativa. Curitiba e São Paulo tiveram ingressos esgotados, e a capital paulista foi palco de um feito inédito: a primeira apresentação do Avenged Sevenfold em um estádio.

O Allianz Parque virou um mar de camisetas pretas, punhos erguidos e vozes em coro. Mesmo com a divisão de opiniões causada pelo álbum experimental Life Is But a Dream… (2023), a banda mostrou que sua força vai muito além de um disco específico.

As músicas mais novas até pediram atenção e paciência do público — exceção feita à abertura “Game Over” —, mas quando os clássicos começaram a surgir, o estádio veio abaixo.

Um setlist feito para arrepiar

Momentos de catarse não faltaram. “Afterlife” abriu oficialmente os trabalhos emocionais. “Hail to the King” reafirmou o flerte da banda com o metal tradicional e fez o Allianz cantar como um só. “So Far Away” emocionou, como sempre, em homenagem a The Rev.
E quando “Bat Country” e “Nightmare” surgiram, ficou claro: o Avenged sabe exatamente como conduzir uma multidão de dezenas de milhares.

Destaque também para “Buried Alive”, que cresce devagar até explodir, e para a inesperada recepção calorosa de “Gunslinger”, faixa que nunca foi single, mas encontrou eco forte em São Paulo.

O encerramento, com músicas longas e viagens sonoras como “Save Me” e “Cosmic”, pode ter dividido opiniões, mas “A Little Piece of Heaven” fechou tudo com sua teatralidade insana — do jeito que só o Avenged faz.

Técnica, emoção e um frontman resiliente

M. Shadows não está no auge vocal da juventude — e nem precisa estar. Sua entrega foi honesta, segura e muito melhor do que em apresentações recentes. Quando precisou, jogou a responsabilidade para o público (que respondeu à altura) ou contou com o apoio de Synyster Gates.

Aliás, Synyster Gates segue sendo um dos guitarristas mais absurdos da sua geração. Técnica, feeling e presença. Brooks Wackerman, na bateria, honra com personalidade um legado pesado deixado por The Rev, Mike Portnoy e Arin Ilejay.

Público protagonista

Se a banda fez história, o público fez espetáculo. Em vários momentos, as vozes de cerca de 50 mil pessoas engoliram o som do palco. Shadows, visivelmente impactado, declarou amor ao Brasil mais de uma vez — e não é exagero: São Paulo está entre as cidades que mais consomem Avenged Sevenfold no Spotify no mundo.

Por duas horas e dez minutos, foi uma troca justa: entrega total de ambos os lados.

Aberturas que fizeram jus ao evento

Mr. Bungle abriu os trabalhos com caos organizado, peso, humor ácido e a genialidade de Mike Patton, acompanhado de nomes lendários como Dave Lombardo e Andreas Kisser. Um show surpreendente, barulhento e provocador — como tem que ser.

Já o A Day to Remember entregou um set calculado, preciso e extremamente profissional. Pode faltar espontaneidade, mas sobra eficiência. Metalcore, pop punk, pirotecnia e hits cantados em coro. Funcionou — e muito.

Rock vivido de perto

Do alto do Camarote Backstage Mirante, nós do Sempre Um Rock não apenas assistimos: vivemos cada segundo. A visão da pista premium pulsando, o som batendo no peito, o conforto, o open bar e o open food transformaram a noite em uma experiência completa, daquelas que ficam marcadas.

O Avenged Sevenfold saiu maior do que entrou. São Paulo respondeu como uma capital mundial do rock.
E fica o recado: não demorem mais dez anos para voltar. Público, vocês já sabem, tem — e sobra.

Por Fabio Crejoinas
CEO e fundador Sempre Um Rock