Durante participação no podcast Beardo & Weirdo, cuja apresentação é de Chris Kael, baixista do Five Finger Death Punch, e Craig Gass, o tecladista do Faith No More, Roddy Bottum, que está promovendo o livro The Royal We, lembrou como era ser gay na década de 1980.
Na época, o rock n’ roll estava repleto de músicos que usavam cabelos volumosos, maquiagem e figurinos justos e chamativos.
“Nos anos 80 e 90 tinham bandas com este perfil! Quando o Guns N’ Roses surgiu, o visual daquelas bandas e a vibe do hair metal que estava rolando era uma justaposição intensa e até engraçada, porque aqueles caras, mesmo do Guns N’ Roses, Poison, Warrant ou qualquer outro, eram muito afeminados, com cabelo armado, muita maquiagem e roupas chamativas, mas eram super, super misóginos”.
Roddy continuou: “Era um mundo muito estranho naquela época e simplesmente dávamos isso como certo. A MTV e os vídeos que a gente assistia eram exagerados, misóginos demais. Era horrível para as mulheres. A gente consegue reconhecer isso hoje em dia, mas quando estávamos no meio daquilo, a gente simplesmente aceitava como normal”.
“Mas era um ambiente intenso para um homem gay naquele mundo. Porque não começamos como esse tipo de banda. Mas em certo ponto, acabamos sendo colocados no mesmo patamar que esse tipo de banda, e foi difícil navegar por essa situação”, completou o tecladista.
The Royal We teve lançamento oficial no dia 04 de novembro de 2025 via Akashic Books. A obra é um retrato poético da vida do músico, com as suas aventuras, vícios e dificuldade de ser uma pessoa gay em uma sociedade preconceituosa.
Via: RockBizz
