O terceiro álbum do Sepultura, Beneath The Remains, carimbou o passaporte do grupo para terras estrangeiras. Os brasileiros fizeram turnê com o Sodom e tocaram no famoso Ritz, em Nova York, ao lado do King Diamond e Sacred Reich.
Durante conversa com a Metal Hammer, a então empresária do Sacred Reich, Gloria Bujnowski, que tempos depois atenderia pelo nome de Gloria Cavalera, contou que recebeu a oferta para gerenciar o Sepultura, mas não aceitou de primeira.
Ela, todavia, mudou de ideia posteriormente, já que ficou de boca aberta com a performance e trabalho do quarteto.
“Já me abordaram algumas vezes para representar algumas bandas da Roadrunner que não tinham empresário”, contou Gloria. “O show começou e eles foram muito bons, mas o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: ‘Essa banda vai ser roubada’. Eu sei o porquê que pensei nisso”.
Como a banda causou uma boa impressão, a futura Sra. Cavalera providenciou alguns itens básicos para facilitar a vida da banda ao longo das turnês. Produtos como toalhas e água no palco até coisas simples, mas indispensáveis para as apresentações como palhetas, ela garantiu aos caras.
Na mesma entrevista à revista, a empresaria chegou ressaltar que os músicos tinham apenas uma palheta.
E como essa ajuda inicial fez a diferença para o lado positivo, Max manteve uma comunicação com ela até chegar ao ponto de fecharem um acordo para gerenciar o Sepultura. “Nós começamos a conversar por telefone; negociei um acordo com eles em que eu trabalharia com a banda de graça por um ano, para ver se dava certo”.
Entre altos e baixos, Gloria, já como Sra. Cavalera, guiou a carreira do Sepultura até meados de dezembro de 1996, quando o contrato acabou e a banda não quis renová-lo. O resto, como dizem, é história.
Via: Rockbizz
