Atuar no ramo de entretenimento no Brasil é para quem tem estômago forte, sangue frio e muita disposição. Quando o negócio se envereda para o rock e metal, o nível de coragem tem que estar em dia, pois são dois estilos que não estão no gosto popular.
Mesmo assim, e para nossa sorte e manutenção da cena, há guerreiros que enfrentam os desafios e entregam aos fãs grandes eventos. E neste seleto grupo está Luciano Paz, fundador da Tomarock Produções, que está no mercado fonográfico há mais de vinte anos.
Pouco tempo atrás, Luciano concedeu uma entrevista ao pessoal do Lado A Podcast e explicou o leilão de cachês das bandas e citou valor do show de Iron Maiden e Metallica.
“As pessoas não sabem, mas as bandas gringas fazem leilão! Antigamente, as bandas tinham um valor fixo de cachê. A gente sabia que, se você quer o show do Lamb Of God, era quinze ou vinte mil dólares. Deftones era cento e cinquenta mil dólares. O Iron Maiden, em uma das vezes, era um milhão de dólares. O Metallica era seiscentos mil dólares. A gente sabia isso”.
Luciano continuou explicando e exemplificando como o mercado musical funciona nos dias atuais.
“Hoje em dia, as bandas viram e falam assim: ‘A gente tem esse período do mês de maio para ir para América do Sul. Qual a proposta você pode fazer pra gente’? Eles mandam isso para um produtor daqui, e o agente pode falar que vai pagar dez mil dólares por oito shows. Eles mandam para outro produtor que fala que pode pagar onze mil dólares por dez shows, e assim vai”.
Paz ainda pontuou que o cachê muda dependendo das praças: “O empresário da banda vai cobrar mais caro para São Paulo e Curitiba do que no Rio de Janeiro. O produtor está pagando sempre mais caro em São Paulo e Curitiba, porque essas duas cidades têm mais público do que Rio de Janeiro, Belo Horizonte e etc. Não é o mesmo valor que eu pago aqui no Rio”.
Eis o bate-papo na íntegra no tocador abaixo:
Via: Rockbizz
