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Max Cavalera lembra o quão mal tocava guitarra no começo do Sepultura: “Era uma porcaria”

16 horas ago


Dar os primeiros passos na aprendizagem de um instrumento é algo desafiador, mas, ao mesmo tempo, prazeroso. O barulho, dependendo do instrumento como a guitarra, bateria e violino, pode incomodar os pais, familiares e vizinhos.

No entanto, um pouquinho de jogo de cintura aqui e ali, o problema do barulho pode não trazer consequências maiores.

E durante nova entrevista para a revista Metal Hammer, o brasileiro Max Cavalera (Soulfly, Killer Be Killed, Nailbomb, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) lembrou o quão mal tocava guitarra no começo do Sepultura.

“No começo, eu queria ser baterista”, disse Max. “Iggor [seu irmão mais novo] nasceu para tocar bateria. Ele tem um talento nato, mas ele só foi ter uma bateria no terceiro álbum do Sepultura, Beneath The Remains, de 1989. Ele era muito melhor do que eu, então tive que escolher um novo instrumento e a guitarra me pareceu a escolha certa”.

“Eu não sabia tocar”, admitiu Cavalera. “Ainda me lembro de quando aprendi o riff de Heaven and Hell [do Black Sabbath]. Eu saí correndo e dei voltas no quintal comemorando o meu feito. Parecia cena de filme de comédia”.

“Eu me lembro de tocar com o Overdose, que era muito bom. A banda era uma versão brasileira do Iron Maiden”, comparou.

“As garotas os adoravam. Nós éramos o oposto. As garotas nos odiavam, não sabíamos tocar. O guitarrista do Overdose pegou minha guitarra e estava toda desafinada. Ele afinou para mim, mas não adiantou nada. Era só barulho”, contou aos risos.

O artista mineiro acrescentou: “Nesse show tinha dois caras usando camisetas do Motörhead e eles simplesmente adoraram a nossa apresentação. Foi barulhenta e uma porcaria, mas eles adoraram”.



Via: Rockbizz