Assim como qualquer ramo artístico, o heavy metal tem o seu lado business, mas que é muito pouco falado e colocado em prática pelos músicos e bandas. Poucos nomes do metal brasileiro encaram as suas carreiras e bandas com um negócio, o que deixa a vida e o crescimento do grupo em perigo.
O Angra sentiu isso na pele, visto que quase sucumbiu por decisões gerenciais erradas e também por não tomar decisão alguma e deixar tudo flutuando no limbo. Mas, antes tarde do que nunca, o Angra parece que acordou para a realidade.
Em recente bate-papo com o vocalista Edu Falaschi no canal Amplifica, Rafael Bittencourt, líder e guitarrista do grupo, assumiu que o gerenciamento do Angra era tão amador quanto de uma banda de garagem.
“A gente não fez um curso para administrar banda”, observou Rafael. “É difícil aprender tocar guitarra e cantar, e é difícil fazer música no nível que você imagina dos teus ídolos. Fazer uma banda vai ser a segunda dificuldade, porque você vai ter juntar os caras e fazer músicas legais”.
Ele continuou: “Mas ninguém para para pensar que você precisa administrar aquilo como um negócio. A gente foi ver isso depois que você [Edu Falaschi] saiu. A gente foi levando como dava, então, no fim das contas, era uma banda de garagem com fama internacional”.
“Eu fui aprender sobre editora, royalties, direito autoral [recentemente]. Mas é isso que vai fazer o seu business. Não da maneira simples que as pessoas veem. A gente foi descobrindo na raça depois de muita cabeçada”, concluiu Bittencourt.
Via: RockBizz
