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Michael Kiske (Helloween) classifica música feita por IA como uma “perfeição falsa”

4 horas ago


O uso de Inteligência Artificial nas artes, principalmente na música, divide opiniões, com pessoas aprovando – e até usando – e gente desaprovando. Zakk Wylde (Pantera, Black Society, ex-Ozzy Osbourne), por exemplo, é um cara que não vê problema em criar som com IA.

Mas, do outro lado da cerca, Michael Kiske (Helloween, Avantasia) não curte nada a presença do recurso nas artes. Em entrevista ao podcast And Now The Band, o alemão classificou música feita por IA como “perfeição falsa”.

“A música criada por IA nunca será original, porque apenas usa o material existente e gera algo a partir dele”, disparou Kiske. “Provavelmente se tornará muito perfeita, mas nunca terá alma. E acho que esse é o grande teste pelo qual estamos passando, o grande teste divino.

Você quer uma perfeição falsa ou a originalidade humana que tem alma e espírito? Quando conversa com as pessoas, você vê de que lado elas estão. Algumas pessoas são completamente ignorantes; não se importam, contanto que seja fácil conseguir uma música. Mesmo que gostem da música e você diga que a banda não existe, isso não as incomoda, e outras simplesmente não querem ter nada a ver com isso”.

Kise completou: “Para mim, a música em geral, ou a arte em geral, é uma expressão humana. Você expressa algo que importa para você emocionalmente, e isso vem dá alma, e o computador não tem isso. Ele pode simplesmente fingir, pode absorver e simular”.

“Temos as bandas de que gostamos, especialmente quando você vem do rock, você conhece as bandas de que gosta e sabe que elas são autênticas e fazem o seu trabalho. Acho que essa atitude em relação à música nunca vai desaparecer para um certo tipo de pessoa”, finalizou o cantor.



Via: RockBizz