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Michael Graves (ex-Misfits) explica por que está queimado nas cenas punk e rock: “Sou odiado, não consigo existir lá”

23 horas ago


O ex-vocalista do Misfits, Michael Graves, falou sobre seu relacionamento cada vez mais complicado com as comunidades punk e rock, afirmando em uma nova entrevista que se sente muito excluído da cena devido à crescente reação negativa e controvérsia em torno de suas ligações políticas.

Em entrevista ao Rock Talks, o cantor foi questionado sobre a possibilidade de remarcar suas apresentações recentemente canceladas no Reino Unido, em meio a críticas sobre suas supostas ligações com a extrema-direita. Sua resposta, no entanto, sugeriu que um retorno a esses mercados é improvável em um futuro próximo.

“Não, não há planos para isso. O ambiente é muito hostil, e esse é um dos motivos pelos quais mudei de rumo”, disse Graves. “Assinei com uma gravadora e estou fazendo essas coisas que estou fazendo – não porque eu não ame esse mundo, mas porque não existo mais no mundo punk, no mundo do rock, nesse mundo pesado. Sou odiado. Não consigo existir lá”.

“Vou fazer alguma coisa. Vou voltar para a Europa”, continuou Graves. “Não estou dizendo que não vou voltar para tocar, mas vou fazer isso de um jeito diferente. Não posso colocar minha segurança física – a de ninguém – em risco. Tem sido horrível. E eu não quero fazer parte disso. Estou tentando construir coisas e unir pessoas, e só vejo destruição, caos, violência e coisas horríveis, horríveis, das quais não farei parte”.

O artista completou afirmando que as pessoas fazem um falso juízo dele e o rotulam de racista e extremista sem se darem ao trabalho de realmente conhecê-lo.

“Vivo minha vida com integridade! O motivo de eu ter tanta confiança é porque sou irrepreensível, o que significa que não fiz nada que precise esconder. Por isso, sou muito aberto e sincero. O que acontece é que as evidências que reuniram contra mim são interpretativas por natureza. Não há fatos nelas. Não há fundamento.

Não se baseiam na verdade. Então, de muitas maneiras, não importa o que eu diga, porque nunca vai mudar a opinião dessas pessoas, já que elas já se decidiram, já me processaram e me julgaram quando ouvem Michael Graves.

Elas não entendem. Não sabem como eu vivi. Sabem o que está nas notícias. Sabem o que ouviram. Sabem o que essas organizações estão dizendo a elas. Sabem o que outros artistas disseram ou simplesmente estão condicionadas a reagir de uma certa maneira. E assim, mais uma vez, tudo se torna ódio.

As pessoas acreditam que fiz algo tão horrível que estou inserido nesse ecossistema de insurreição, 06 de janeiro, cristãos, Trump e todas essas coisas. Me acham racista e tudo mais. Não quero debater com elas e não quero brigar com elas”.



Via: Rockbizz