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Angra: “No Brasil existe muito pouca informação sobre business artístico”, analisa Rafael Bittencourt

10 horas ago


Assim como qualquer ramo artístico, o heavy metal tem o seu lado business, mas que é muito pouco falado pelos músicos e bandas. Raros nomes do metal brasileiro como o guitarrista Kiko Loureiro (ex-Angra, ex-Megadeth, ex-Dominó) se prontificou a falar sobre o tema com o público e prestar uma espécie de mentoria.

E quem tocou no tema recentemente foi o parceiro de Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, líder do Angra, em bate-papo com a revista Billboard. De acordo com o guitarrista, o Brasil existe muito pouca informação sobre business artístico.

“A gente foi aprender a trocar a roda e mexer no motor com o carro a mil por hora”, observou o músico. “Aqui no Brasil existe muito pouca informação sobre business artístico, business musical e economia da arte. Ou ela gira com grandes players, ou você está ferrado em um limbo de pessoas que sofrem para aprender o violão e ter técnica”.

Rafael continuou com sua análise: “Na faculdade de música não se ensina sobre como sobreviver de cultura no Brasil. E não é impossível viver de cultura no Brasil tanto que estamos aí; muitos estão aí. Mas existe pouca informação sobre isso”.

O Angra sentiu na pele os resultados amargos da falta de um business artístico bem azeitado. A banda quase sucumbiu por decisões gerenciais erradas e também por não tomar decisão alguma e deixar tudo flutuando no limbo.

Mas, antes tarde do que mais tarde, o Angra parece que acordou para a realidade e tenta não cometer os erros de outrora.



Via: RockBizz