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Gestor fala sobre a cultura do jabá nas rádios: “As gravadoras ditavam o mercado”

3 horas ago


No mercado fonográfico o jabá é o pagamento “por fora” dado a radialistas, DJ’s ou influenciadores para que uma música ou produto seja divulgado. Décadas atrás, quando as gravadoras detinham grande poder na indústria musical, isso era uma prática comum.

Como tudo tende à evolução, essa convenção saiu de cena – ou pelo menos caiu bem em desuso -, visto que os selos perderam importância, influência e até poder financeiro na cena musical.

Recentemente, José Camargo Junior, figura central na gestão e programação da 89 FM A Rádio Rock, bateu um papo com os apresentadores Alexandre De Maio e Turco Loco, do canal 100segredopod, e falou brevemente sobre a cultura do jabá.

“Quando entrei ainda tinha bastante jabá em rádio, porque as gravadoras ditavam o mercado mesmo. As gravadoras ainda têm uma relevância, mas hoje o jabá não existe mais. Talvez exista nas plataformas para colocar numa playlist em determinado streaming. Mas em rádio hoje é muito raro”.

Ele completou: “É muito difícil falar por outra rádio! Isso não é um nem que sim e nem que não, cada rádio que vai escolher o caminho. Mas, quando eu comecei na classe artística, já não tinha mais a questão de pagar para tocar”.

“O que tinha muito era material promocional da banda. Saía música nova do Metallica, arrumavam umas cem camisetas. Mas eu já ia tocar a música do Metallica de qualquer jeito. Tendo as cem camisetas, melhor ainda. Mas era um som que iria entrar na programação”, concluiu Júnior.

Eis o bate-papo completo no player logo abaixo:



Via: RockBizz