Menu

Fãs relatam como foi a experiência no Bangers Open Air 2026

4 horas ago


No último final de semana, o Bangers Open Air 2026 reuniu no Memorial da América Latina, em São Paulo, headbangers de diversas partes do Brasil e do continente para celebrar novamente a música pesada.

Para entender a real dimensão do evento, o Wikimetal ouviu, ao longo dos dias, depoimentos do público presente sobre a experiência de acompanhar o festival de perto. Os fãs comentaram o que acharam da infraestrutura, organização, logística, grade de shows e expectativas de bandas para a próxima edição.

Fãs relataram demora para entrada no primeiro dia de Bangers Open Air 2026

As conversas revelaram dois cenários: de um lado, uma infraestrutura interna impecável e elogiada; do outro, a reclamação sobre as filas foi praticamente unânime entre os entrevistados do primeiro dia. 

“Chegamos com uma certa antecedência, umas onze horas da manhã, e já tinha uma fila dobrando o quarteirão. Acabamos perdendo, inclusive, a primeira banda que queríamos assistir”, relatou Acélio, em sua primeira experiência no evento.

Marcelo pontuou: “Eles poderiam ter uma organização melhor na parte dos portões, abrindo mais acessos para que a fila não ficasse dando volta no quarteirão como aconteceu com a gente.” 

O fã Paulo, que já conhecia o espaço, sugeriu o mesmo: “Acho que a única dificuldade mesmo foi a entrada. Talvez a organização devesse melhorar essa parte ou colocar duas entradas para facilitar o acesso.” 

Em nota, o festival declarou que, embora a abertura dos portões tenha ocorrido no horário previsto às 11h, uma instabilidade global no sistema operacional utilizado pelo evento impediu o início imediato da leitura automatizada dos ingressos.

“Ressaltamos que todas as equipes envolvidas, incluindo o time do festival e empresas terceirizadas, atuaram de forma intensiva para normalizar a operação no menor tempo possível. A mesma instabilidade também afetou temporariamente as vendas de alimentos e bebidas (A&B) durante as primeiras horas do sábado e voltou ao funcionamento normal durante todo o dia e no domingo, 26”, acrescentou a organização. 

No domingo, o fluxo de entrada apresentou um cenário bem mais favorável, embora com ressalvas. Vinicius, que havia participado da primeira edição sob o nome de Summer Breeze Brasil, pontuou a diferença: “O fluxo de entrada no domingo foi bem ágil, levando menos de 3 minutos, porém do lado de fora falta uma melhor sinalização de onde terminavam as filas e pessoas orientando.” 

Festival recebeu elogios por sua infraestrutura interna

Uma vez dentro do espaço, o cenário mudou de perspectiva. A escolha do Memorial da América Latina e a distribuição dos palcos foram pontos de grande destaque. 

Charles Bruno afirmou: “Para mim, é incrível. É o grande festival de metal agora no Brasil, e creio que é o melhor da América Latina.” O estreante fã Guilherme elogiou a praticidade:  “A organização dos palcos está da hora. Eles ficam pertinho um do outro, não precisa dar um rolê gigantesco.” 

André fez elogios à acústica e ao uso inteligente do espaço: “Achei impecável a estrutura, palcos com altura e som excelentes. Acertadíssima a escolha de utilizar o teatro [Waves Stage] para rolar mais shows com mais conforto e conhecer bandas novas.” 

Apesar dos elogios à proximidade dos palcos principais (Ice e Hot), a locomoção exigiu paciência. “Quando se chega do palco Sun para o Ice e Hot com o festival já cheio, muitas vezes você acaba não conseguindo atravessar ou tem dificuldades para chegar até as barracas de bebida e comida desses palcos”, observou Vinicius. 

Ele continuou: “A programação é bem diversa e sempre traz algumas bandas e artistas que gosto e que outros festivais não trariam, ou não colocariam em lugar de destaque no line-up. Além das bandas nacionais, podemos ter uma experiência diferente em um palco grande e em horários bons.”

Por outro lado, como é comum em eventos com múltiplos palcos, a sobreposição de atrações forçou escolhas difíceis. Humberto lamentou o choque na grade de sábado: “A gente queria muito assistir ao Marenna, e vai conflitar com o show do Jinjer. É uma pena, mas a gente vai acabar dando preferência para eles.”

Público ainda sugeriu bandas para a próxima edição

Com as datas da próxima edição confirmadas para 24 e 25 de abril de 2027, os fãs também deixaram sugestões de bandas que gostariam de ver no ano que vem. Nomes de peso como Slayer, Helloween, Lamb of God, Blind Guardian, Nightwish, Behemoth, Amon Amarth e Gojira foram os mais citados. 

O público mais jovem, no entanto, também citou bandas da atualidade como Electric Callboy, Architects, Trivium e Thy Art Is Murder, além de nomes do prog metal Vola e Leprous.

A lista ainda incluiu nomes da cena nacional como VIPER, Dorsal Atlântica, Facing Fear, Trovão, Clenched Fistt, Operador e Urdza. Questionada sobre isso, a organização informou que ainda não há negociações em andamento com bandas para 2027. 

LEIA TAMBÉM: Os 9 melhores shows que vimos no Bangers Open Air 2026

Vitor Melo

Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.



Via: WikiMetal