Na nova edição da Metal Hammer, o cantor finlandês Ville Valo refletiu sobre a sua jornada na indústria musical, fez a contabilidades dos altos e baixos, lembrou o período que ficou na reabilitação para tratar os seus vícios, dentre outros assuntos.
Sobre o período que precisou de ajuda em suas capacidades emocionais, físicas e espirituais, Ville disse: “Venus Doom foi o nosso Vol. 4. Depois de Dark Light, percebi que estávamos ouvindo muita música doom no ônibus. Eu estava realmente exausto e tinha acabado de terminar com a minha namorada, com quem estava há muito tempo.
Eu lembro de me sentir esgotado e miserável. Como você sabe, não há nada melhor quando se está deprimido do que ouvir doom. Foi assim que tudo começou. Voltei a ouvir My Dying Bride, e Gas [Mika “Gas Lipstick” Karppinen – bateria] é um grande fã de Candlemass”.
Valo seguiu com o seu relato: “Depois que gravamos, fomos para Los Angeles para mixar, onde tentei me desintoxicar, mas acabei tendo uma recaída e precisei ir para a reabilitação. Melhorei por um tempo, depois saí com Kerry King e tudo piorou. Então, a culpa é do Slayer”.
“Quando fui para a reabilitação, eles me obrigaram a fazer a oração da serenidade com um monte de gente. Eu não queria dizer: ‘Deus, conceda-me a serenidade’. Então eu disse a eles que diria: “Ozzy, conceda-me a serenidade’. Demorou um pouco, mas eles acabaram gostando. Religião sempre me pareceu vazia, mas Ozzy sempre me pareceu verdadeiro”, finalizou o artista.
Com o fim das atividades do HIM, Ville Valo segue na música, contudo, sem a loucura dos tempos passados e sem a pressão de alcançar sucesso. Ele já criou os discos Ville Valo & Agents (2019) e Neon Noir (2023), que valem uma boa conferida.
Via: RockBizz
