
Andreas Kisser defendeu a liberdade criativa do Sepultura ao comentar as reações negativas de parte dos fãs às experimentações recentes da banda no último EP The Cloud of Unknowing.
Em entrevista à Metal Hammer España, o guitarrista afirmou que não molda o processo criativo pensando em agradar todo o público. Andreas destacou também a influência do baterista Greyson Nekrutman, que trouxe referências de jazz para o som atual da banda.
“Não é meu problema que os fãs estão decepcionados (risos). São universos diferentes. A relação que cada um tem com sua arte, com sua música, é muito pessoal e única, e está tudo bem. Isso é a liberdade de interpretação e de conexão. Eu estou descobrindo coisas novas hoje que foram gravadas há 40, 50, 60, 100 anos. É contemporâneo porque é novo para quem descobre”, disse Andreas Kisser [via Whiplash].
Durante a entrevista, Andreas explicou que o heavy metal permite infinitas possibilidades criativas. “Nós temos infinitas possibilidades e o Sepultura é um exemplo disso, ao fazer música pesada com ‘Roots’, que abriu portas incríveis, e ‘Roots’ também influenciou o Slipknot, por exemplo […] Não temos que pensar nos fãs quando estamos compondo e nos expressando. É uma simples expressão e cada um vai se conectar com isso de uma maneira livre”, concluiu.
Recentemente, o Sepultura anunciou o último show da carreira para o dia 07 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo com abertura de Metal Allegiance, Sacred Reich e Krisiun. A venda para o público em geral acontece a partir de 30 de maio, às 10h, também no site da Ticketmaster e na bilheteria oficial às 11h.
LEIA TAMBÉM: Sepultura anuncia último show da carreira em São Paulo com convidados
Via: WikiMetal
