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Dado Villa-Lobos (Legião Urbana) diz que Renato Russo não era super genial como os fãs pensam: “Não era esse cara todo aí”

4 horas ago


Bebendo nas fontes do pós-punk e tendo bases em bandas como The Smiths, a Legião Urbana foi uma das principais bandas de rock do Brasil. O grupo brasiliense colocou no mercado oito registros de estúdio, dentre eles Legião Urbana (1985), Dois (1986), Que País É Este (1987) e As Quatro Estações (1989).

Ao longo de sua carreira, que durou catorze anos – 1982 a 1996, o quarteto vendeu milhões de discos e fez shows antológicos e polêmicos como o que rolou no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no ano de 1988, no qual teve invasão de palco e confronto entre a polícia e o público.

A liderança da Legião residia na persona de Renato Russo, vocalista e compositor, que ainda recebia o título de poeta do rock brasileiro por parte dos fãs, devido sua pública intimidade com a leitura e literatura.

No entanto, em entrevista ao Estadão, o guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos, disse que Renato Russo não era super genial como os fãs pensam. Ele comentou que ele “não era esse cara todo aí”.

“Talvez achar que ele fosse um cara super cabeça, super genial, super proativo, no sentido de escrevia muito, lia muito, tocava muito. Ele era um pouco de tudo, entendeu? Mas não era esse cara todo aí, entendeu? Ele era um cara que [com] a gente no fim de semana comia cachorro-quente e jogava Master [System, console que saiu no Brasil nos final dos anos 1980]”.

Dado completou falando sobre a principal qualidade do cantor: “Acho que o grande atributo dele foi acreditar nas pessoas que estavam em volta dele, que eram mais jovens, e fazer um projeto acontecer. Um projeto de uma banda de rock, né? Quando você é adolescente, você monta esse sonho de uma banda de rock que nada mais é do que você fazer música para chegar nas pessoas e transformar as pessoas de algum jeito”.



Via: RockBizz