O saudoso vocalista Andre Matos foi a base para a formação do Angra, que chegou a ser a mais importante banda de power metal do Brasil. Para tirar o grupo do papel e ganhar os palcos do mundo, o cantor teve a ajuda dos guitarristas Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, do baixista Luis Mariutti e do baterista Ricardo Confessori.
Após três álbuns de estúdio – Angels Cry (1993), Holy Land (1996) e Fireworks (1998) -, os músicos se desentenderam e houve um racha no grupo: Rafael e Kiko continuaram com a marca Angra; Andre, Luis e Ricardo acabaram seguindo carreira com o novo grupo, que levou o nome de Shaman.
No entanto, antes disso tudo acontecer, Andre ajudou a dar vida ao Viper ao lado dos irmãos Pit Passarell (baixo) e Yves Passarell (guitarra) e do guitarrista Felipe Machado. Juntos, eles colocaram no mercado dois discos – Soldiers of Sunrise (1987) e Theatre of Fate (1989).
Porém, depois da Fate on Tour, o cantor resolveu deixar o grupo para dedicar-se aos estudos musicais e o resto, como dizem por aí, é história.
Tempos atrás, o cantor bateu um longo papo com o nosso colaborador Marcelo Prudente e analisou o trabalho feito no Angra e no Viper.
“O Angra foi pontuado pelo profissionalismo. O Viper era tudo na raça! Nós pegávamos ônibus de linha carregando instrumentos nas costas para tocar na periferia ou onde havia espaço, e quem viveu isso nunca esquece, então, eu dou muito valor a essas coisas.
Nós fazíamos música por amor, pelo romantismo de fazer heavy metal num país recém saído da ditadura militar, onde nada era permitido, por isso essas experiências foram tão interessantes e marcantes para cada um de nós”.
Como todo mundo sabe, Andre Matos alcançou fama mundial com o Angra, Shaman e carreira solo, contudo, ele emprestou seu talento a outros projetos e grupos como Avantasia, Aina e Epica.
Infelizmente, o artista faleceu no dia 08 de junho de 2019, aos 47 anos, devido a um infarto agudo do miocárdio.
Via: RockBizz
