
O cantor de rock e blues Shawn James lança nesta sexta-feira, 12, seu oitavo álbum de estúdio, Passage.
Antecipado pelos singles “Icarus”, “My Juliet”, “It’s Alright” e “Tired of Trying”, o novo trabalho do cantor norte-americano surge como um verdadeiro rito de passagem após 14 anos de estrada, mesclando os elementos crus e nostálgicos de seu primeiro disco, Shadows (2012), com a experiência e o nível de produção alcançadas em The Dark and the Light (2019).
Diferente da narrativa conceitual de faroeste de seu disco anterior, Honor and Vengeance (2023), o novo disco não segue um roteiro. Em vez disso, Passage funciona como um retrato sincero das emoções recentes do artista, entregando uma montanha-russa de sentimentos que viaja entre a exaustão mental e a solidão até chegar em momentos de aceitação, esperança e libertação.
Em entrevista ao Wikimetal, Shawn refletiu sobre o momento atual de sua carreira, quais faixas do novo trabalho poderão virar destaques e muito mais.
O músico ainda comentou sobre a inclusão de seu hit “Through The Valley” no jogo de sucesso The Last of Us Part II (2020) a razão de suas músicas serem tão bem aceitas por fãs de hard rock e heavy metal, e sua relação com o Brasil, uma vez que fará 3 apresentações no país em agosto – informações sobre compra de ingressos aqui. Leia na íntegra.
Wikimetal: Você está prestes a lançar seu novo álbum, Passage. O título sugere um rito de passagem, tanto musicalmente quanto pessoalmente. De onde você vem e onde espera chegar com este novo disco?
Shawn James: Eu estou envelhecendo. Tenho mais cabelos brancos, as coisas estão acontecendo na vida e já estou em turnê há quatorze anos. É uma coisa linda olhar para trás e ver a jornada para chegar até aqui. Quando eu estava escrevendo este álbum, a razão de se chamar Passage é porque cada álbum é como um capítulo diferente na minha vida. O primeiro álbum, Shadows, foi o primeiro que gravei sozinho. Foi feito na minha casa, em um quarto pequeno com um microfone. Não tem uma ótima qualidade, mas há uma magia crua capturada ali. Seguindo em frente, agora eu sei mais, vejo mais e tenho mais meios para gravar.
Também me sinto diferente de quatorze anos atrás, o que é insano. Este álbum sou eu amadurecendo e olhando a vida de forma diferente com o conhecimento que tenho agora. Cada álbum é um retrato de onde estou naquele momento. Neste é a mesma coisa, é o progresso de onde cheguei. Para ser honesto, quando ouço este álbum novamente, ele me lembra uma mistura do meu primeiro álbum, Shadows, com o álbum que lancei chamado The Dark and the Light. Sinto que há muita emoção nostálgica de Shadows, mas com a produção de The Dark and the Light. São dois dos álbuns favoritos dos meus fãs Sinto que eles ficarão muito felizes com a direção deste, porque ele presta respeito ao antigo e ao novo.
WM: Há um tema central que une as músicas dentro da narrativa do álbum?
SJ: O último álbum que lançamos, Honor and Vengeance (2023), foi um álbum conceitual. Era um álbum meio faroeste, de caubói fora da lei, com uma ideia muito específica. Antes de escrever as músicas, eu escrevi a história, e então as músicas se encaixaram na história. Então, quando decidi que era hora de escrever Passage, eu disse que não teríamos um tema central. Cada música tem sua própria história independente. Não sinto que haja uma grande mensagem no álbum. Ele vai para todos os lados.
A única coisa com o álbum é que ele reflete o que tenho sentido ultimamente, no último ano e meio. Algumas músicas, como “Tired of Trying”, “Sometimes” e “It’s Alright”, vieram de um momento em que eu estava me sentindo deprimido e triste com as coisas, não me sentindo bem com a vida em geral. Essas músicas me ajudaram a liberar isso. Em contrapartida, outras músicas do álbum, como “Headed for the End”, “Peace of Mind” e “My Juliet”, são músicas de reflexão mais baseadas no rock, com mais groove, onde estou me sentindo bem. O álbum, assim como meus shows, é uma montanha-russa de emoções para todos os lados.
WM: Falando sobre “Tired of Trying”, ela é uma música que lida profundamente com temas como exaustão mental e emocional. Como é o processo de transformar algo tão pesado em uma obra de arte que ressoa com tantas pessoas?
SJ: Antes de tudo, quando você está compondo, você sabe que está escrevendo uma música que será ouvida por muitas pessoas. Mas não acho que você deva pensar nisso enquanto compõe, porque então se torna a busca por um sucesso ou a busca por satisfazer outra pessoa. A razão pela qual ressoa com as pessoas é porque vem de um lugar genuíno e autêntico. Essas são as coisas que eu estava pensando, essas são as emoções que eu estava sentindo, e foi isso que eu escrevi para me libertar desses sentimentos e superá-los.
O processo é permanecer honesto e autêntico, e não pensar muito em todo mundo, pensar em mim. Quando eu faço isso, quase todas as vezes, ressoa mais com as pessoas. Elas sentem que isso significa muito para mim. É um desafio quando você sabe que será ouvido por muitas pessoas, mas você não quer escrever para elas (risos).
WM: “Icarus” é uma das faixas principais deste novo disco e chamou minha atenção por abordar a mitologia grega, tema que frequentemente aparece em suas composições. O que a metáfora de voar muito perto do sol representa em sua vida e carreira neste momento?
SJ: Essa é uma boa pergunta, já falei sobre isso algumas vezes, Quando as pessoas pensam em Ícaro, a primeira coisa que vem à mente é voar muito perto do sol, o derretimento das asas e a arrogância, que ele era muito confiante e achava que poderia fazer qualquer coisa. Mas o que as pessoas não percebem é que a história dele é um pouco mais profunda do que isso. O único motivo pelo qual Ícaro colocou as asas e estava voando é porque estava tentando escapar de ser um prisioneiro em uma ilha onde ele e seu pai eram escravos. Isso muda completamente o conceito do porquê ele fez aquilo.
Há uma frase em particular que eu escrevi que meio que engloba isso: “se voar significa cair, então que seja o custo, pelo menos na subida eu encontrei o que perdi”. Acho que o que isso quer dizer é: “vou apenas viver como um escravo e aprisionado, ou é melhor ser livre e assumir o risco de morrer, mas sendo verdadeiramente livre naqueles momentos?”
A forma como isso se relaciona comigo na minha vida e sucesso é pelo lado da arrogância. Mesmo que agora eu tenha milhões de ouvintes ao redor do mundo e façamos turnês por todo o mundo, pode ser fácil se deixar levar pelo pensamento de que você é um artista incrível, o que eu acho que é chegar muito perto do sol. A melhor maneira de ser é não pensar nisso e permanecer autêntico e genuíno. Para mim, isso se relaciona com a minha carreira porque não quero focar muito na maldição da era moderna: mais seguidores, mais streams, mais curtidas. Você pode correr atrás disso e nunca ser feliz, porque sempre há mais. Para mim, “Icarus” meio que se relaciona a ser real e contente, e permanecer enraizado no que é ser um artista verdadeiro e não apenas perseguir a fama e tendências.
WM: Todo álbum mais sombrio e introspectivo tende a ter músicas que não são necessariamente feitas para o rádio, mas acabam se tornando as favoritas dos fãs. Quais músicas em Passage você acha que terão esse efeito e por quê?
SJ: Esse é um ótimo ponto, e uma grande parte do que eu estava falando agora há pouco também. Algumas músicas simplesmente não foram feitas para ressoar da mesma forma, e não são facilmente apreciadas por muitas pessoas. Mas aquelas que talvez sejam, eu descubro no meu passado, são as que têm uma profunda conexão emocional comigo. Estou falando de algo pesado, algo sombrio, algo melancólico. Imediatamente o que me vem à mente é “Show Me the Way”. É a primeira música do álbum e fala sobre perseguir a inspiração, perseguir a musa, mas toda vez que você a consegue, ela foge e desaparece, e você tem que encontrar uma maneira de persegui-la novamente. Outro grupo são as mais sombrias como “Tired of Trying”, “Sometimes” e “It’s Alright”. Estou falando sobre depressão, emoções pesadas, estar sozinho e como a única cura é não desistir e continuar seguindo em frente.
Na vida, a única constante é a mudança, então se você está passando pelo pior momento da sua vida agora, apenas continue. Isso vai mudar. Sinto que essas músicas vão ressoar com as pessoas porque acho que elas usam muito dessa música como terapia, e precisam de algo para ajudá-las a se libertar e colocar em palavras. Vou te dizer isso agora mesmo, minha música favorita no disco é “Burn”, uma mais para o final. Ela tem aquele peso emocional, mas também tem essa energia crescente nela que desaba. A melodia principal no final parece uma libertação, como se você estivesse lá fora na chuva e simplesmente amando aquilo.
WM: Achei muito interessante a forma como você falou sobre “Burn”, poderia explicar mais sobre ela?
SJ: Acho que “Burn” meio que engloba o que eu estava falando sobre o álbum Passage. Burn soa como eu, onde estou agora, refletindo sobre mim mesmo como músico quando eu era mais jovem, e notando como sou diferente e o que aconteceu. A mesma tristeza que eu tinha quando era mais jovem e não tinha essa vida, os instrumentos, as turnês ou a música, ainda está em mim. Não desaparece. É o que significa ser humano. As primeiras frases de abertura são: “Eu nunca pensei que chegaria a isso quando todos os meus sonhos se tornassem realidade, e ainda assim me sinto tão sozinho apesar de ter você.”
Apesar de ter todas essas coisas, às vezes você ainda vai se sentir sozinho, às vezes ainda vai se sentir sombrio e deprimido. Acho que há uma beleza quando você finalmente aceita isso e sabe que está tudo bem sentir essas coisas. “Burn” sou eu aceitando e abrindo mão de tentar controlar, tentar ser feliz o tempo todo. Isso não é realista. Isso não é a vida. Uma das minhas frases favoritas lá é: “Por mais que eu tente, não consigo encontrar um sinal divino. Tudo o que vejo é o que nós superamos e ano após ano, espero ver o mundo crescer e se renovar, enquanto fico de pé e vejo as raízes ao meu redor queimarem”.
Isso se refere diretamente ao estado atual do mundo. Todos nós esperamos que, à medida que o tempo passa, nos tornemos melhores e aprendamos a cuidar melhor uns dos outros e da terra. Mas, infelizmente, quanto mais eu vejo, mais vejo a gente destruindo isso. Não sei se há alguma esperança, mas me recuso a desistir e sempre permanecerei esperançoso de que possamos fazer a diferença. Sei que foi uma longa resposta, mas a verdade é essa. (risos).
WM: Mesmo que sua música seja principalmente enraizada no blues e no folk, você tem um grande público de fãs de hard rock e heavy metal. O que você acha que explica essa forte conexão desses ouvintes?
SJ: Eu acho que é porque quando você escuta muito blues e folk, às vezes pode ser – quando esses artistas se apresentam – pode ser apenas tocar a música. Em contrapartida, quando você escuta metal e escuta hardcore, há uma intensidade com a qual eles se apresentam. Eles estão se movendo, eles estão sentindo, é alto, é intenso. Acho que nós trazemos a intensidade do metal e do hardcore para um gênero que normalmente não apresenta essa intensidade.
Acho que é por isso que se conecta tanto com os fãs de metal, fãs de hardcore e música pesada. Estamos trazendo aquela intensidade que aquela música tem para um gênero diferente, e acho que as pessoas podem encontrar novas maneiras de gostar de algo que pode não ser sempre o gênero delas, mas elas podem encontrar uma maneira de aproveitar porque tem isso.
WM: A inclusão de “Through the Valley” em The Last of Us Part II certamente foi um marco em sua carreira e apresentou sua música para muitos novos ouvintes. Em algum momento você imaginou que se tornaria um fenômeno viral tão grande, especialmente considerando que a música havia sido lançada anos antes do jogo?
SJ: Não, eu nunca pensei que aquela música seria o que foi. E eu vou te contar uma história, se você tiver tempo. Eu escrevi… Essa foi uma das primeiras músicas que escrevi na minha vida. E isso tinha muito significado para mim e muita conexão pessoal. E eu lembro que a coloquei em Shadows, e foi a música menos popular que eu tinha lançado naquele disco, eu parei de tocar ao vivo, porque naquela época nós estávamos tocando nesses bares, onde as pessoas estavam bebendo e se divertindo, e fazendo barulho, e elas não queriam ouvir uma balada triste. Então eu aprendi a me adaptar e tocar música blues e tocar mais coisas que chamassem a atenção delas.
E eu parei de tocar “Through the Valley”. Então não, nem em um milhão de anos eu pensei que ela seria o que foi. Então o trailer do jogo saiu, no final de 2016, então mais de 4 anos depois que a música foi lançada. Isso explodiu minha cabeça. Ela se tornou a música pela qual sou mais conhecido. É tipo, como isso aconteceu? Isso só mostra que você não pode julgar uma música que lançou se não estiver ressoando com as pessoas agora. E eu tenho problemas com isso às vezes. Eu vou lançar uma música e vou ficar tipo: “ah, não está ressoando com as pessoas, o que há de errado, não é boa o suficiente?”
E então eu percebo, olhando para trás, e me lembro de “Through the Valley”. E eu fico:”talvez não seja a hora certa”. Você tem que ser paciente e deixar essas coisas encontrarem as pessoas certas. Mas não, eu não escrevo música para ser popular ou famosa. Então, quando acontece, é como uma emoção, sabe? É uma coisa linda.
WM: Se você pudesse escolher qualquer artista para uma colaboração, independente do gênero, qual seria a sua colaboração dos sonhos e por quê?
SJ: Essa é uma pergunta difícil. Porque eu escuto tantos estilos diferentes de música, né? Se você estiver falando de alguém que ainda está vivo, eu gosto muito da música de Ray LaMontagne. Ele faz essa música de foco mais sombria. Essa é uma ótima pergunta, pois, de certa forma, se for pelo foco, eu diria Ray LaMontagne. Mas se for pela parte do metal, eu adoraria fazer algo com o Russian Circles, Gojira, ou algo assim, de um jeito diferente e esquisito. Mas sim, se estivermos falando de músicos falecidos, então eu teria que ir com Nina Simone, Bill Withers ou os velhos músicos de blues, como Howlin’ Wolf, Muddy Waters.
WM: Seus shows geralmente têm covers, e “Like a Stone” é uma das músicas que você costuma apresentar. O que o faz escolher essa faixa em particular? Qual é a sua conexão com ela?
SJ: Acho que ouvi muito essa música enquanto crescia, sabe? E é algo que eu conhecia, e nunca realmente ressoou em mim. Tipo, eu nunca achei que fosse a melhor, até ficar mais velho e acho que vi Chris Cornell fazer uma versão acústica dela em algum lugar. Não estava lá, mas gostaria muito. E quando eu o vi fazer isso, eu fiquei tipo: “isso ganhou uma vida totalmente diferente”. Estou ouvindo de uma maneira diferente. E me fez ter um respeito diferente por ela, e me inspirou a pegar o violão, aprender e depois fazer minha própria versão.
E foi realmente só quando ele morreu também, para ser honesto. Porque muitas vezes eu sinto que não queria apenas fazer um cover de uma música só porque é popular. E então esperei alguns anos depois que ele faleceu para tocá-la, em respeito a ele. Então foi meio que isso que me atraiu. E também, era fácil de tocar e fácil para eu cantar, e sinto que eu estava perto de um estilo semelhante ao que ele canta, então simplesmente fez sentido.
WM: Eu sempre pergunto aos músicos sobre Inteligência Artificial porque é um tema muito discutido no mundo agora, e com muitas questões éticas. O que você acha sobre a IA?
SJ: Acho que se estiver sendo usada de qualquer forma na forma artística criativa, é errado. Mas acho que como assistente e como ferramenta para coisas do dia a dia, ou processamento de pensamentos, anotar suas ideias ou resumir coisas, acho que é uma ferramenta incrível. Há muito potencial para melhorar a vida dos humanos com ela de certas maneiras, mas é uma faca de dois gumes porque também pode machucar e tirar coisas se não tomarmos cuidado com a maneira como está sendo usada.
E também estou decepcionado e enojado que ela use as criações de artistas reais para aprender e criar a partir disso. Eu acho que isso é simplesmente errado. Há coisas boas e ruins como qualquer coisa na vida, mas acho que como uma ferramenta, usada como o tipo certo de método, é incrível. Mas qualquer coisa na forma criativa artística, ou tentando fingir que é real e usar IA para criar, esqueça isso, eu odeio.
WM: Muitas das suas músicas lidam com a mortalidade, o peso de nossas escolhas e o que deixamos para trás quando partimos. Olhando para o futuro, que sentimento ou mensagem você espera que sua música deixe para as futuras gerações?
SJ: Espero que possa encorajar as pessoas a encontrar esperança e a continuar. Na minha vida, não cresci da melhor forma. Tive muitos momentos difíceis. Tive muitas perdas, mortes, doenças e momentos complicados. E acho que a única coisa que me fez seguir em frente foi a música e meu amor por ela. E acho que não precisa ser música para todo mundo, pode ser qualquer coisa. Pode ser artes marciais, culinária, trilhas, qualquer coisa.
Mas acho que todo mundo precisa encontrar algo. E só espero que isso dê às pessoas inspiração e esperança para continuar e perseguir seus sonhos, porque nunca pensei que chegaria aqui. E também espero que ajude as pessoas a sentirem algo mais profundo e as inspire a fazer o que querem, a encontrar significado na vida e a encontrar motivos e propósito para seguir em frente. Isso é o mais importante para mim.
WM: Você virá ao Brasil em agosto, mas já esteve aqui em duas ocasiões anteriores. Você teve a chance de vivenciar um pouco da nossa cultura, e isso influenciou sua perspectiva artística?
SJ: Acho que a maldição das turnês é que é lindo, você viaja por todos esses lugares, mas a realidade é que você realmente não tem muito tempo. Mas no passado, tivemos alguns dias de folga aqui e ali no Brasil. Em São Paulo, tivemos muito tempo livre. Tivemos um tempo de folga no Rio, tivemos um tempo em Minas Gerais. Acho que poder ver a natureza do Brasil é uma das minhas coisas favoritas. O interior, as praias, as florestas e a verdadeira natureza, sabe. Mas as cidades também são lindas, gostei de São Paulo, especialmente Pinheiros e mais alguns bairros. Uma das minhas coisas favoritas que pudemos fazer quando estávamos lá é que tivemos alguns dias de folga, então algumas pessoas recomendaram alguns lugares locais tocando um autêntico funk brasileiro, um pouco de bossa nova e outras coisas.
Então pudemos ver isso em locais pequenos, ao vivo, e foi absolutamente lindo. E a comida, nem me fale. Nós amamos feijoada, amamos várias coisas diferentes. Estamos ansiosos para voltar e espero que a gente tenha um pouco mais de tempo para explorar. Mas minha coisa favorita sobre o Brasil são as pessoas. A conexão com elas, a comunidade que vocês têm e a paixão do povo é incrível. E não se parece com nenhuma outra cultura que já vi nas nossas viagens pelo mundo. Os brasileiros são de um grupo diferente. Então nós amamos. Mal podemos esperar para voltar.
WM: Você poderia mandar uma mensagem para seus fãs brasileiros e dizer o que eles podem esperar desses próximos shows em agosto?
SJ: Com certeza. Meu nome é Shawn James, e estamos voltando ao Brasil em agosto, e estamos muito animados para ver vocês de novo. Os shows no passado foram incríveis e nós temos um álbum novo. Vocês vão ouvir muitas músicas novas, mas também vamos tocar coisas antigas e clássicos que vocês amam. Adoramos fazer dos setlists uma jornada por toda a nossa discografia, para que assim você confira um pouco de tudo. E acho que serão noites mágicas que poderemos lembrar para sempre e ter uma boa experiência. Então, vemos vocês em breve.
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Via: WikiMetal
