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Tom Morello manda recado para quem acha que músicos não deveriam se envolver em política

3 horas ago


O guitarrista do Rage Against The Machine, Tom Morello, é um indivíduo que sempre deixou claro a sua luta a favor do campo progressista. É só conferir o conteúdo lírico de suas obras para ter a certeza disso.

Com isso, é óbvio que ele seja um crítico ferrenho dos políticos conservadores e de direita como o presidente dos EUA, Donald Trump.

Em nova entrevista à revista Metal Hammer Alemanha, Tom Morello mandou recado para quem acha que músicos não deveriam se envolver em política. A posição do músico surgiu depois que a entrevistadora Katrin Riedl o questionou sobre seu comentário de que “todo ato de arte é um ato de resistência”.

“Com certeza é um ato de resistência. Especialmente no meu país, nestes tempos perigosos, no qual há tanta supressão de ideias e censura de livros e artistas sendo cancelados por suas opiniões políticas, que simplesmente por se manifestar. A coragem é contagiosa, e artistas defendendo suas crenças contra.

Temos um presidente que irá pessoalmente atrás de você e enviará o Departamento de Justiça atrás de você se você se opuser ao seu regime, e isso tende a intimidar muitas pessoas, impedindo-as de expressar suas opiniões.

Mas no segundo em que você se cala, é o segundo em que o autoritarismo vence, é o segundo em que o fascismo ganha mais alguns passos. Portanto, cada ato artístico é um ato de resistência. Cada canção cantada é um farol de luz na escuridão crescente, e cada verdade dita é, com sorte, como um sino que toca para as pessoas que são as que vão desfazer essa loucura”.

Sobre a música ser política, o guitarrista falou: “Bem, quando as pessoas dizem que os músicos não devem se envolver em política, significa que elas discordam das suas posições políticas. No momento em que você compõe uma música que concorda com as opiniões políticas delas, de repente elas são todas a favor.

Então, primeiro, é muita hipocrisia; segundo, eu também acho que, por que você deveria abrir mão da sua liberdade de expressão no seu trabalho? Só porque ofende alguém? Acho que o contrário é que é verdade. Acho que você prejudica a si mesmo e à sua época ao censurar quem você é no seu trabalho”.

“Não só os músicos. Acho que, primeiro, é meio que um egoísmo estranho colocar os músicos em um gueto, tipo, ‘Ah, eles não deveriam dizer nada’. Acho que, seja no seu trabalho como jornalista musical, como gerente de turnê ou como motorista de ônibus, seja qual for a sua profissão, você não deve deixar de lado quem você é e no que acredita”, ressaltou Tom

“Acho que existe uma camada extra de sofrimento para as pessoas que, em momentos de grande injustiça, se censuram e permanecem em silêncio quando deveriam se manifestar, por medo de algum troll da internet”, completou.

E por falar sobre a união da política e música, Tom Morello acompanhou Bruce Springsteen e a E Street Band em todos os shows da turnê norte-americana Land Of Hope And Dreams.

Springsteen fez uma série de dezenove shows que começou em Minneapolis no dia 31 de março e terminou em Washington, D.C., no dia 27 de maio, os quais serviram como atos contra Trump.



Via: Rockbizz