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7 personalidades do futebol que são fãs de rock e heavy metal

3 horas ago


Texto por: Jéssica Marinho e Vitor Melo

No mundo do rock e do heavy metal, é muito fácil encontrar aquele fã que não perde uma partida do seu clube do coração, acompanhando o placar pelo celular até mesmo durante um show ou festival.

Por outro lado, é raro encontrar jogadores que prefiram riffs pesados e solos de guitarra. Enquanto a maioria dos atletas brasileiros costuma ouvir estilos como samba, funk e pagode, os nomes internacionais demonstram preferência por pop, reggaeton, trap, hip-hop e R&B nos vestiários — o que faz com que muitos deles acabem escondendo seu lado headbanger.

Pensando nisso, e com a Copa do Mundo da FIFA 2026 já em andamento, o Wikimetal preparou uma lista especial com sete personalidades do esporte que já declararam sua paixão pela música pesada.

Rogério Ceni

Maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial e ídolo máximo do São Paulo, o ex-jogador e atual técnico Rogério Ceni é, indiscutivelmente, um dos principais embaixadores do rock no esporte brasileiro. Fã declarado de gigantes comoAC/DC, Pink Floyd, Metallica e U2, o “Mito” levou o seu gosto musical para os gramados em 2011, ao completar a expressiva marca de mil jogos pelo clube paulista contra o Atlético-MG

Naquela ocasião, a diretoria permitiu que Ceni montasse a playlist oficial do estádio do Morumbi, com um  repertório composto 100% por músicas de rock, dentre elas cinco clássicos da banda australiana, além de faixas do Metallica, Scorpions, Guns N’ Roses e Dire Straits. A paixão pela banda dos irmãos Malcolm e Angus Young, é tanta, que entre 2011 e 2015, Ceni escolheu o clássico “Hells Bells”  como a trilha sonora oficial para a entrada do time são-paulino em campo. Ao marcar o seu centésimo gol na carreira, torcedores criaram um meme de que a sigla AC/DC significava “Antes de Ceni, Depois de Ceni”, fazendo uma montagem com o rosto do jogador no corpo do  guitarrista.

Montagem da torcida do São Paulo para homenagear Rogério Ceni com o AC/DC. Crédito: Reprodução/Facebook

Filipe Luis 

O ex-jogador e atual técnico Filipe Luís também é um fã da música pesada e sua paixão pelo heavy metal, no entanto, rendeu um episódio inusitado em sua volta ao Brasil, em 2019. Ao desembarcar no Rio de Janeiro para assinar com o Flamengo, Filipe vestia uma camiseta branca do segundo álbum do Iron Maiden, Killers (1982). O problema, é que o mascote Eddie, é o símbolo da Força Jovem, principal torcida organizada do rival Vasco da Gama, que gerou uma onda de críticas de torcedores, uma vez que muitos deles, sequer sabiam a real origem do personagem.

Em entrevista para FlaTV, em 2020,  o até então lateral esquerdo revelou que suas preferências para o dia a dia incluem Red Hot Chili Peppers – onde elegeu “Californication” como a música que mais escutou na vida – The Strokes , U2 (citando “City of Blinding Lights”) e Engenheiros do Hawaii. 

“Meus companheiros entendem que eu sou um cara diferente e gosto de rock. Por exemplo, antes de ir para os jogos eu costumo fazer a barba e colocar um rock, isso me motiva bastante e me dá uma energia extra pro jogo”, contou na época [transcrição via TMDQA].

David de Gea

Atual jogador da Fiorentina e ídolo do Manchester United, o goleiro espanhol David de Gea é fã declarado de nomes como System of a Down, Slipknot, Megadeth, Metallica e, principalmente, Avenged Sevenfold, uma vez que, em janeiro de 2017, ele esteve nos bastidores de um show em Manchester para conhecer os integrantes de perto. Na ocasião, David presenteou os integrantes com uma camisa oficial dos “Red Devils”, personalizada com o número 7 e o nome “Avenged” nas costas.

Em entrevista oficial ao site da UEFA em 2022, o goleiro explicou como surgiu sua paixão  pelo estilo: “Começou quando eu era criança. Eu costumava passar meus verões em Alicante [Espanha] com meus pais. Havia outros garotos por lá, um pouco mais velhos que eu, e eles ouviam esse tipo de música, então eu ouvia também. Eu amo heavy metal e rock. Isso me motiva muito”, relembrou.

Sergio Ramos

Multivencedor pelo Real Madrid e campeão mundial com a seleção da Espanha em 2010, o zagueiro Sergio Ramos, considerado um dos maiores nomes da história em sua posição, tem como bandas favoritas nomes clássicos do hard rock e metal como AC/DC, Motörhead e Guns N’ Roses. Em 2016, durante um show do próprio AC/DC na Espanha – época em que Axl Rose substituiu temporariamente Brian Johnson na banda -, o atleta esteve nos bastidores e tirou uma foto ao lado do vocalista, descrevendo o momento como “um sonho realizado”. 

Sua paixão pelo estilo ainda é compartilhada dentro de casa, uma vez que Ramos é casado com a famosa apresentadora espanhola Pilar Rubio, também conhecida por ser fã assumida do gênero. A admiração da família pelo Guns N’ Roses é tanta que, pouco antes do nascimento do terceiro filho do casal em 2018, Pilar revelou em entrevistas que tentou nomear a criança de Axl, e apesar de Sergio gostar da banda, ele vetou o nome por achá-lo ousado demais.

A prova definitiva disso aconteceu durante a festa de casamento dos dois, realizada em Sevilha, em 2019. Na época, jornais europeus chegaram a noticiar que o zagueiro havia oferecido 1 milhão de euros para o AC/DC tocar na cerimônia, mas como as negociações não avançaram, a atração escolhida foi a banda sueca de hard rock Europe, que fez uma apresentação de 40 minutos incluindo seu hit The Final Countdown”.

Slaven Bilić 

O ex-zagueiro e treinador croata Slaven Bilić é um grande fã de metal, principalmente de nomes como Metallica, Megadeth e, especialmente, Iron Maiden, uma vez que desenvolveu uma forte amizade pessoal com o baixista Steve Harris — fã declarado do esporte e torcedor ilustre do West Ham, clube pelo qual Slaven atuou tanto como jogador quanto como técnico. A proximidade é tanta que o croata esteve presente no jantar fechado em Split, sua terra natal, local onde a Donzela de Ferro historicamente realiza seus ensaios pré-turnê, e que antecedeu o primeiro show da Run For Your Lives Tour em 2026, em Atenas, na Grécia.

Tendo se autoproclamado o treinador “mais heavy metal do futebol”, Slaven fundou a sua própria banda de hard rock na Croácia, chamada Rawbau, onde assumiu o posto de guitarrista. Em 2008, a banda ganhou ainda mais destaque ao compor e lançar a faixa Vatreno Ludilo” (Loucura de Fogo), que acabou se tornando o hino não oficial da seleção croata durante a disputa da Eurocopa daquele ano — equipe que ele próprio comandava na competição. 

Petr Čech 

Considerado um dos maiores goleiros da história daPremier League e do esporte, o tchecoPetr Čech, aposentado dos gramados em 2019, possui um canal no YouTube onde publica covers de bateria de nomes como U2, Linkin Park, Foo Fighters, dentre outros, mostrando que sua habilidade com as mãos vai além de grandes defesas.

Em 2019, Petr gravou e lançou uma faixa beneficente chamada “That’s Football”, dividindo os vocais com Roger Taylor, lendário baterista do Queen. Mais recentemente, o ex-atleta apareceu no Drumeo, o maior canal de bateria do mundo, onde ouve e aprende a tocar clássicos do Journey pela primeira vez.

Walter Casagrande

O ex-jogador Walter Casagrande Júnior também é fã de música pesada. Ídolo da chamada “Democracia Corinthiana”, Casagrande sempre cultivou uma forte ligação com o rock e o heavy metal, paixão que o acompanha desde a adolescência. Ao longo dos anos, ele se tornou uma das figuras mais conhecidas do futebol brasileiro a defender publicamente a cultura rock, além de ser visto em diversos shows. 

O ex-centroavante afirmou que o rock ajudou a moldar sua personalidade e sua visão de mundo e que sua relação com a música pesada vai além do entretenimento. Para ele, a essência do rock está ligada à contestação, à liberdade e à autenticidade, valores que carregou tanto dentro quanto fora dos gramados. “Na minha veia, corre o sangue do rock and roll. Sou muito eclético, claro que venho do rock, do rock psicodélico dos anos 1960 e 70. Gosto muito de blues, também”, revelou Casagrande. [via Rolling Stone].

Em outra ocasião, o ex-atleta contou sobre como o rock o influenciou negativamente e felizmente, também o ajudou a sair da dependência química. “Minha cabeça sempre funcionou em cima de drogas injetáveis por causa da Janis Joplin, Jim Morrison. Queria fazer aquilo. […] Entrei nessa em 1982 em um show do Peter Frampton, porque conheci um pessoal que estava curtindo isso. Nunca tinha visto”, revelou durante participação do podcast Sistema Solari [via TMDQA!]. 

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Via: WikiMetal