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Ozzy Osbourne detestava a terminologia heavy metal: “Vai do Poison ao Black Sabbath”

17 horas ago


No final dos anos 1960, o movimento hippie não dava conta de dar voz a todos os sentimentos que estavam entalados no coração e na garganta das gerações após a Segunda Guerra. O cenário não era de paz, amor, incenso de patchouli e toda baboseira de gente bicho-do-mato.

A atmosfera era sombria e pesada, praticamente claustrofóbica e sem um pingo de vislumbre de algo positivo. No entanto, quatro jovens da classe trabalhadora inglesa souberam ler o espírito do tempo e tiveram a sensibilidade de criar uma música que falasse diretamente com as pessoas que se sentiam à margem do ideal flower power.

Para uns indivíduos, a música de Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) era apenas uma cacofonia. Outras pessoas sempre cismaram que o trítono de suas canções eram invocações ao Capiroto.

Porém, se tratava da mais fina flor que a música contemporânea pôde conceber. Mesmo com certa relutância de seus criadores, o batismo do novo gênero musical foi de heavy metal.

A receita era composta por muitos riffs colossais, letras profundas, cozinha sofisticada assentada no jazz, blues e na arte de nomes da motow e o vocal era tão potente quanto a intensidade do Sol.

Em 2016, batendo um papo com a revista Rolling Stone, o saudoso Ozzy, no entanto, falou que detestava a terminologia heavy metal. De acordo com o Madman, o termo metal engloba diversas bandas que pouco ou nada têm a ver com o Sabbath.

“Detesto essa terminologia heavy metal, porque vai do Poison ao maldito Black Sabbath, e há uma diferença enorme entre eles”.

Apesar da crítica, o Príncipe das Trevas não ficava vociferando impropérios ao estilo, tampouco aos colegas de profissão que sempre acolheram de corpo e alma o rótulo em suas carreiras. Ele focou em seu som, que abarcava inúmeras facetas sonoras, entre elas o metal.



Via: Rockbizz