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Paul Gilbert fala sobre shows no Brasil: “Aguardem sucessos de todas as minhas bandas”

3 horas ago


Paul Gilbert. Crédito: Reprodução/Facebook

Um dos guitarristas mais admirados do mundo, Paul Gilbert retorna em setembro ao Brasil para duas apresentações especiais, em Curitiba (07/09, Teatro Bom Jesus) e São Paulo (08/09, Fabrique Club).

Paul Gilbert é um guitarrista norte-americano, mundialmente aclamado por sua técnica impressionante, velocidade e criatividade, associado a três frentes: o hard rock de massa do Mr. Big, o virtuosismo técnico do Racer X e uma carreira solo extensa, marcada por discos instrumentais, hard rock, blues, pop, humor e ensino de guitarra.

Os shows divulgam o álbum WROC, o primeiro em 10 anos com músicas cantadas. Lançado em fevereiro de 2026, baseado nas regras de civilidade associadas a George Washington, o disco transforma um material histórico de etiqueta e conduta em canções de rock, com vocais, riffs, melodias, harmonias e o humor típico do músico.

Em entrevista ao Wikimetal, o guitarrista falou sobre o nome do disco e o que os fãs podem esperar dos shows no Brasil.

WIKIMETAL: WROC é seu primeiro álbum de inéditas e com vocais em cerca de dez anos. O que tornou esse disco diferente dos anteriores? 

Paul Gilbert: É o melhor álbum de todos os tempos! Minha composição pareceu mais inspirada do que nunca, e toquei uma ótima combinação de guitarra vibrante e melódica. Há muitas mudanças de acordes surpreendentes e harmonias vocais criadas para acompanhá-las. Além disso, gravei vídeos de todas as sessões no estúdio, então você pode assistir às performances no YouTube!

WK: O disco combina solos de guitarra de alto nível e melodias vocais com uma aula de história divertida e peculiar que incentiva boas maneiras (e muito humor). Após tantos anos, o que ainda faz você se desafiar como compositor? 

PG: É peculiar porque ninguém mais está fazendo isso. Gosto de encontrar coisas que ninguém mais ousaria fazer. Como compositor… estou ficando cada vez mais fluente em melodias e isso, na verdade, facilita muito as coisas.

WK: Após dez anos sem um álbum solo com vocais, por que WROC foi o projeto que fez você voltar a cantar? 

PG: Minha voz estava ótima após cantar tanto na turnê do Mr. Big. Então pensei em continuar cantando.

WK: Você usou inteligência artificial como ponto de partida para algumas letras, mas também descobriu que ela “inventava” informações. Essa experiência mudou sua visão sobre a tecnologia? 

PG: Com certeza aprendi a checar duas vezes! Ainda gosto de fazer brainstorming conversando com IA. Consigo gerar muitas ideias e ela é ótima para fazer um resumo.

WK: O álbum nasceu logo após a turnê de despedida do Mr. Big. O fim da banda influenciou diretamente sua criatividade? O encerramento da banda mudou sua forma de enxergar sua carreira solo? 

PG: Eu estava animado para voltar a ser um ditador benevolente. Devo mencionar que a turnê de despedida do Mr. Big foi ótima e estou muito feliz por termos conseguido realizá-la. Mas estou animado para embarcar em novas aventuras!

WK: Olhando seus shows anteriores, você toca alguns covers. O que podemos esperar da sua nova passagem pelo Brasil? Haverá alguma surpresa ou um setlist especial?

PG: Começo o show com um medley intenso e longo com todos os sucessos de guitarra de todas as minhas bandas. É uma jornada incrível pela guitarra! Toco minhas músicas favoritas do novo álbum e algumas covers que adoro. Meu segundo guitarrista, Doug Rappoport, é incrível, então fazemos jams empolgantes também. E Jeff Martin está na bateria! Jeff, claro, também é o vocalista do Racer X, então as harmonias vocais são muito fortes!

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Via: WikiMetal