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Fontaines D.C. anuncia novo álbum ‘Dopamine Chamber’ e lança primeiro single

3 horas ago


Fontaines D.C. Crédito: Divulgação/Elizaveta Porodina

Fontaines D.C. anuncia nesta terça-feira, 18, seu quinto álbum de estúdio, Dopamine Chamber, que será lançado em 16 de outubro pela XL Recordings.

Produzido por James Ford, o trabalho sucede o álbum de 2024 Romance, certificado com platina no Reino Unido, e apresenta uma banda se afastando decisivamente da linguagem das guitarras de seus primeiros discos em direção a algo mais frio, estranho e sintético. O anúncio chega acompanhado do primeiro single, “Marianne”.

Uma introdução opulenta e arrebatadora ao álbum, “Marianne” se desenrola como cortinas de veludo vermelho em um decadente teatro italiano, evocando tetos altos e uma elegância em decomposição. Inspirada, em parte, pela série de suspense Ripley, de 2024, a faixa fala sobre escapismo e hedonismo, funcionando como um chamado de sereia que oferece ao ouvinte uma fuga da – ou em direção à – perdição. “Este ano, você deveria vir e ficar aqui / Você pode seguir meus passos / Eu posso te ajudar a desaparecer”, canta Grian Chatten, enquanto o arranjo reluz ao seu redor. Por trás da sedução, porém, há uma questão mais difícil: até que ponto alguém estaria disposto a abrir mão da própria imaginação, quando a alternativa é permanecer plenamente consciente diante da catástrofe?

O single também ganha um videoclipe dirigido por Dave Meyers, o arquiteto visual por trás de HUMBLE de Kendrick Lamar, e SICKO MODE de Travis Scott. Estrelado pelo vocalista do Fontaines D.C., Grian Chatten, o vídeo é opulento e alucinatório, refletindo perfeitamente os sentimentos e a atmosfera do single.

Dopamine Chamber chega como uma constelação por trás de ondulantes suspiros de fumaça: baladas intensas e melodias grandiosas brilhando através da névoa. Em um mundo à beira do colapso, o álbum questiona como o prazer se transforma diante do perigo — e o que a nossa busca por ele revela sobre nós. Ao longo do disco, Fontaines D.C. — Grian Chatten, Carlos O’Connell, Conor Curley, Conor Deegan e Tom Coll — transitam entre gratificação e apreensão até que os dois sentimentos se fundem, refletindo a sobrecarga provocada pela inteligência artificial, pelo colapso ambiental e pela violência política, todos circulando pelos mesmos algoritmos que memes, piadas e a cultura das celebridades.

“O próprio álbum é uma câmara de dopamina”, diz Chatten. “Você entra nela e nós testamos em você essas diferentes peças musicais capazes de alterar a mente ou o humor.”

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Via: WikiMetal