Menu

Alex Terrible rebate acusações de que seja nazista: “Estou pagando o preço”

3 horas ago


Alex Terrible, vocalista do Slaughter to Prevail, falou abertamente sobre seu polêmico passado e rebateu as acusações de nazismo, homofobia e transfobia que são feitas contra ele.

Em entrevista realizada à Metal Hammer durante participação no festival Bloodstock, Ales foi questionado por um se ele achava que algum dia conseguiria se livrar dos comentários relacionados a seu passado. Segundo o cantor russo, isso não acontecerá, pois as pessoas encontrarão qualquer motivo para odiá-lo.

“Não, porque as pessoas tentam me odiar e encontrar qualquer motivo para me odiar. E tudo bem. Não importa o que eu diga, já me acostumei. É a internet. Eu nunca recebo ódio na vida real – isso é uma coisa muito interessante. Toda vez que leio sobre mim e minha banda na internet, é muito diferente da vida real. Eles leem algo sobre mim, criam uma imagem que não é real, então, provavelmente, isso vai ficar comigo para sempre”, falou [transcrição via Loudersound].

Alex Terrible admitiu envolvimento com grupos extremistas em sua juventude

Na conversa, o vocalista admitiu o envolvimento com com grupos de extrema-direita russos em sua juventude, mas negou que a motivação tenha sido por um pensamento ideológico extremista, especialmente por sua relação com os símbolos “Othala Rune” e, “Black Sun” que ele mantinha tatuado e que precisou ser coberto posteriormente.

“Eu estou pagando o preço agora. Estou pagando pela decisão estúpida de fazer a tatuagem do Sol Negro e de andar com os caras de direita [quando era mais jovem]. Eles nem eram nazistas, eram apenas caras de direita, mas nós usávamos a porra desses símbolos na Rússia para parecermos mais durões, e essa era a nossa cultura (…). Eu entendo o ódio, realmente entendo”, detalhou.

Questionado se faria diferente, Alex Terrible afirmou ter feito uma mudança de postura e que seus erros moldaram a pessoa que ele é atualmente.

“Se eu voltasse atrás, não faria nenhuma daquelas tatuagens porque minha mentalidade mudou muito. As pessoas dizem que não mereço viver, mas eu só andava com esses caras de direita. Eu não matei ninguém, não esfaqueei ninguém, não fiz bullying com ninguém. Cometi erros estúpidos. Nunca fui racista nem nada dessas coisas horríveis”, finalizou.

LEIA TAMBÉM: Andreas Kisser alerta sobre ditaduras: “Os primeiros a sofrerem são as artes”

Vitor Melo

Atual repórter do Wikimetal, estudante de Jornalismo e fã de metal, em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Sempre gostou de escrever e encontrou no jornalismo musical a sua vocação. Seus principais ídolos são Steve Harris, Adrian Smith e Ozzy Osbourne. [email protected]



Via: WikiMetal