Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e eterno dono do Motörhead, era a personificação do rock n’ roll. O músico viveu o estilo em sua mais plena essência até os últimos dias de sua vida. Dentro e fora do palco, o britânico era a mesma pessoa, não era um personagem falso para vender mais discos ou ganhar uma fama de durão.
Com o seu chapéu e botas de cowboy, óculos escuros, baixo Rickenbacker e o combo de uísque Jack Daniel’s e Coca-Cola, o músico foi um dos ícones da música pesada.
E o lendário roqueiro não tinha papas na língua, ou seja, falava o que vinha em sua cabeça e não importava quem fosse se doer com suas convicções, ideias e falas. Com isso, sobrou até para Bruce Springsteen, que não ficou fora da mira de Lemmy.
Durante conversa com a jornalista Sarah Myers, do Stay Thirsty, o ás de espada do rock disparou contra o The Boss. Ele ainda o chamou de afetado.
“Nós somos o verdadeiro rock n’ roll. Aí você tem uns caras afetados como o Bruce Springsteen – sabe aquele cara que ganha todos os prêmios? Mas ele não é… Eu não vejo o som dele como rock n’ roll. Ele teve sorte de fazer algumas músicas boas, só isso. A maioria dos álbuns dele é pura enrolação. Eu não acho que ele seja bom, nem um pouco bom”.
Apesar da falta de apoio de Lemmy, The Boss vendeu mais de 150 milhões de álbuns ao redor do globo e tem em seu catálogo hits como Born to Run, Badlands, Hungry Heart, The River, Born In The USA, Ghosts e Letter To You.
Já Kilmister formou o Motörhead em 1975, após demissão da banda de space rock Hawkwind. Ele foi o único membro constante da banda durante seus 40 anos de história, a qual rendeu 22 álbuns de estúdio. O cantor e baixista faleceu aos 70 anos em 28 de dezembro de 2015, dois dias depois de receber o diagnóstico de câncer de pâncreas.
Via: Rockbizz
