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“Se o Ratos fosse argentino tocaria para 30 mil pessoas; no Brasil, o pessoal prefere ver a gente morto do que fazendo sucesso”, lamenta João Gordo

2 horas ago


Referência do punk, crossover e hardcore brasileiro, o Ratos de Porão está na ativa há mais de 40 anos colocando material novo no mercado e recordando a potência de álbuns como Crucificados pelo Sistema (1984), Descanse em Paz (1986) e Brasil (1989).

É um grande feito para um conjunto que nunca se curvou aos anseios do mercado fonográfico e sempre fez questão de tocar na ferida dos temas mais sensíveis. Seja as questões econômicas ou sociais, nada passa a brancas nuvens pelo radar do Ratos de Porão.

Mesmo assim, o grupo ainda circula pelos becos do underground, com algumas participações em grandes eventos como Rock In Rio e Hellfest.

Em conversa com o g1, o vocalista João Gordo falou sobre a falta de valor dada aos grupos de rock, metal e punk no Brasil.

“Acho que o lance de respeito por uma banda clássica do Brasil, tem que ter isso aí, cara. Se o Ratos fosse argentino, nós tocaríamos em estádio para trinta mil pessoas, como acontece com as bandas argentinas. Aqui no Brasil o pessoal prefere ver a gente morto do que fazendo sucesso. Então, é muita falta de respeito”.

João concluiu: “O metal tem muitos fãs, mas eles têm uma postura fascista, o que não condiz muito com a atitude de metal, de headbanger. Fica complicado”.



Via: RockBizz